Jogo da vida: acreditar e cooperar é transformar

Ao longo da caminhada as conquistas são alcançadas na união de esforços, onde as peças se unem para atingir o bem comum

Por Mariana Kojunski

Você já parou para pensar como a vida é parecida com um jogo? Onde é preciso ter objetivos, cumprir desafios, as vezes recomeçar, aprender a perder e vibrar com as conquistas. Você também já parou para pensar como esse jogo da vida é parecido com um quebra-cabeças? Onde somente com o encaixe perfeito das peças é possível avançar e concluir o propósito.

Assim segue a caminhada da vida, onde acreditar na mesma transformação faz com que as peças se unam cooperando entre si na busca pelo desenvolvimento das pessoas e da comunidade.

A primeira peça

Foi em 2015 que o jogo começou para a loteadora Lote Grande, em Foz do Iguaçu. Na época o primeiro empreendimento com duas casas foi lançado. No ano seguinte uma nova peça para seguir na montagem, dessa vez 22 terrenos estavam disponíveis.

Em 2017, então trabalhando com 115 terrenos, que as peças do jogo começaram a não encaixar. “Nós vendemos os terrenos, eles foram financiados e com isso não tínhamos giro para um novo empreendimento”, lembra Caetano Ferreira Filho, gestor da loteadora e que sempre busca pelo melhor produto para oferecer.

Neste momento foi preciso parar e analisar como o jogo iria continuar. Foi então que uma peça fundamental passou a fazer parte dessa trajetória. “O Sicredi foi um divisor de águas dentro da empresa. Ele foi essencial porque deu todo o suporte financeiro para se, eventualmente, tivesse alguma instabilidade no mercado, a gente pudesse finalizar o empreendimento. A partir do terceiro empreendimento o Sicredi esteve presente, tanto com linha de crédito quanto com financiamento direto”, destaca Caetano.

Para Rafaela Gazziero, gerente geral da agência do Sicredi em Foz do Iguaçu: “poder sermos agentes que possibilitam a transformação, o crescimento do empreendedorismo, da loteadora, dos loteamentos, fortalece o que nós temos como ideal do cooperativismo”. Desde quando a cooperativa passou a fazer parte dos negócios, as peças passaram a se encaixar com mais facilidade.

Nessa jogada em conjunto, em 2018, um novo loteamento, dessa vez com 124 terrenos, foi lançando. Mas nessa caminhada a vontade de fazer a diferença e de impactar na transformação do meio cresceu, e assim a loteadora encarou um novo desafio, o Bairro do Futuro, um empreendimento dividido em cinco fases, com uma área total de pouco mais de 1 milhão de metros quadrados.

Uma nova peça para o crescimento

O novo empreendimento passou a ser muito mais do que a venda de loteamentos, ele traduz a busca por oferecer o melhor e transformar o meio onde está inserido.

“A gente quer despertar um sentimento ufanista das pessoas, porque a gente tem que valorizar nossa cidade, a gente tem que atrair mão de obra especializada, a gente tem que mostrar que Foz tem o potencial para ser tudo que a gente quiser e está nas nossas mãos mudar isso. Então a gente está investindo, trabalhando, pesquisando e fazendo tudo para que as pessoas queiram vir pra Foz, não só extrair o que Foz tem para oferecer, mas investir na cidade, para que seja uma referência em saúde, em turismo. A gente tem tudo, localização, belezas naturais, então cabe a nós, que estamos aqui, trabalhar nisso, para que seja uma cidade melhor”, ressalta com a paixão no olhar pela Terra das Cataratas, Renata Estrazulas Yoshikawa Ferreira, gerente comercial da loteadora.

Caetano ainda acrescenta: “o nosso intuito é fazer algo a mais, mudar a forma como faz loteamento em Foz do Iguaçu. Estamos fazendo um meio fio extrusado, o paver dobrou o tamanho para ter uma via mais larga, teremos ciclofaixa, esse vai ser o primeiro loteamento aberto do Paraná a ter 100% de cabeamento subterrâneo. A gente quis inovar, fazer um bairro planejado e que ele tivesse a continuidade para as próximas fases, e assim desenvolver a região como um todo, trazendo benefícios para a população”.

Caetano e Renata seguem sempre olhando para o futuro em busca das melhores transformações que impactam no desenvolvimento da comunidade

Nesse novo negócio o pensamento expandiu, além dos 230 lotes disponíveis, o espaço ainda vai contar com um centro comercial, um centro clínico e também um hospital da Unimed. “A ideia do hospital surgiu porque a gente tinha ideia de ancorar esse empreendimento em saúde. Então estamos construindo o hospital com 60 leitos, 10 UTIS e com capacidade para dobrar de tamanho”, explica Caetano.

Foi pouco mais de um ano de conversa, até a parceria ser firmada e a nova peça fazer parte da trajetória do jogo da vida. “A Unimed decidiu fazer parte do projeto a partir do momento que tivemos conhecimento que um grupo de investidores de Foz do Iguaçu, que acredita na cidade, decidiu fazer esse projeto tão interessante e tão avançado. Essa convergência de uma iniciativa local, juntamente com uma comunidade local de médicos, realmente impulsionou pra gente fazer parte deste projeto porque entendemos que esse tipo de iniciativa empresarial e hospitalar é extremamente necessária para a nossa cidade”, reforça Isidoro Antônio Villamayor, diretor da Unimed Foz do Iguaçu.

A união das peças que transformam

Nesse quebra-cabeças que tem como cenário de fundo o desenvolvimento e a transformação, com encaixe das peças corretas é possível ver o avanço e como ele começa impactar na vida de quem, de alguma maneira, ajudou a encaixar um item do jogo.

João Maria de Souza faz parte dos quase 50 funcionários que trabalham na construção do hospital. Ele atua como técnico de segurança do trabalho pleno. Antes do jogo começar em Foz do Iguaçu, ele trabalhava em Santa Catarina, longe da família e dos filhos, o que deixava o bolso mais leve, mas pesava no coração.

Quando foi chamado para fazer parte da equipe na fronteira sentiu a transformação: “é qualidade de vida, pesa muito quando está longe, porque você quer melhorias para a família, mas será que eles estão bem? Eu prefiro estar perto deles aqui, ter uma qualidade de vida, do que estar longe, as vezes até ganhando bem, mas não estar feliz por não estar perto da minha família”.

“…eu tiro de lição que cooperar faz a diferença, estou feliz estando em casa”. João Maria de Souza, técnico de segurança do trabalho

Hoje o técnico de segurança do trabalho tem a chance de ficar ao lado de quem tanto ama, graças àqueles que acreditam que é possível fazer a diferença e que tiveram como base fortalecida para essa caminhada o apoio cooperativo. Por sinal, o João sabe muito bem como as peças se encaixam com mais facilidade quando existe cooperação: “das fábricas maiores que eu trabalhei, todas eram cooperativas, então eu tiro de lição que cooperar faz a diferença, estou feliz estando em casa”.

Peças unidas formam o cooperativismo

Assim como no jogo, na vida muitas vezes é preciso desencaixar tudo e, aos poucos, entender as novas posições das peças que podem mudar a trajetória da caminhada. Nesses novos encaixes os laços que são criados são fortalecidos e refletem a união sólida das peças que se entrelaçam cada vez mais com o passar do tempo. Nesse encontro entre quem busca pelo desenvolvimento, juntamente com quem vive essa realidade através do cooperativismo, concluir o jogo parece ser algo lógico, não é mesmo?

Mas, nesse caso, seguir jogando é a melhor a escolha, afinal de contas a transformação não pode parar. Como nesse quebra-cabeças da vida as peças são fortalecidas pela cooperação, elas podem se moldar de acordo com as necessidades que o meio exige, tendo em vista que para esse jogo o que importa não é somente o encaixe das peças, mas o crescimento dos jogadores.

O diretor da Unimed em Foz do Iguaçu destaca a base dessa teoria: “a ideia do cooperativismo é justamente somar esforços individuais em prol do bem comum. E quando a gente busca o bem comum, evoluir e melhorar, obviamente, implica em transformar para a melhor. Então a ideia do cooperativismo é uma forma de crescimento comunitário, sem exploração, compartilhando os resultados e os bens que são criados. O cooperativismo soma as melhores ideias de todos os modelos econômicos em prol do bem comum”.

No jogo da loteadora que começou em 2015 o nível de dificuldade das fases aumentou, mas o que poderia ser um obstáculo, impulsionou o crescimento baseado na cooperação entre quem sonha e quem acredita nos sonhos.

“O nosso propósito, como cooperativa, é construir juntos uma sociedade mais próspera e mais firme. Saber que estamos atuando e dando o retorno para comunidade, através do crédito que disponibilizamos, faz com que a gente sinta que o nosso propósito está sendo atingido. É importante destacar que quando existe uma solicitação da operação de crédito, entre vários fatores técnicos que são analisados, o primeiro a ser ouvido é o objetivo, o propósito daquela operação de crédito. Por isso que a gente fala que lida tanto com o sonho das pessoas”, ressalta a gerente da agência do Sicredi com a certeza de que a transformação começa a partir do momento em que boa ideia é abraçada.

Quanto ao empreendimento que começou toda essa mudança, os próximos passos já são planejados, afinal de contas, para quem ama esse jogo da vida, romper barreiras e trazer o futuro para o presente, é somente uma questão do encaixe perfeito das peças.

“As próximas fases ainda estão em estudo, mas posso dizer que a previsão já é de supermercado goumert, uma agência”, nesse momento a pausa é para um sorriso que segue com a expectativa, “esperamos que o nosso parceiro Sicredi esteja instalado no futuro conosco”, com um brilho no olhar, de quem é apaixonado pelo que faz, planeja Caetano.

Para Renata, que em cada passo consegue enxergar o potencial de Foz do Iguaçu “é muita gratidão ter a oportunidade de fazer algo pela cidade que a gente ama”. Assim, com o encontro de quem busca oferecer uma melhor qualidade de vida para as pessoas, as peças do cooperativismo se encaixam, proporcionando para o jogo da vida, a certeza de que é possível, não somente vencer e atingir um objetivo, mas criar laços onde acreditar e cooperar é transformar.

Na caminhada da vida o que importa não são as peças combinarem, mas sim terem o encaixe perfeito para atingirem a mudança necessária