Júri de Luís Felipe Manvailer entra no quarto dia de depoimento

Chega ao quarto dia o julgamento de Luís Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner em 2018 na cidade de Guarapuava. A retomada do júri popular está agendada para as 9h30 desta sexta-feira (7) e ainda não há prazo para que a sentença seja decidida.

Nesta quinta (6), apenas duas testemunhas foram ouvidas: um investigador da Polícia Civil e um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava. Este segundo depoimento durou quase seis horas e a sessão de julgamento terminou já na madrugada desta sexta. Este servidor foi quem decidiu buscar o corpo de Tatiane na funerária para fazer exames mais detalhados por conta de marcas no pescoço da vítima.

Ele contou em seu depoimento Tatiane tinha fraturado um osso no pescoço e esse tipo de lesão só é provocado em casos de esganadura. Além disso, ele argumentou que as lesões pálidas provocadas na queda do apartamento indicam que a vítima já estava morta, e não que ela morreu na queda. A defesa sustenta que a necropsia foi feita de maneira equivocada, indica que os procedimentos já iniciados pela funerária podem ter causado interferência nesse segundo exame.

Sequência do julgamento

Desde o início do júri, sete pessoas já foram ouvidas e há pelo menos mais sete depoimentos a serem prestados. Depois disso, o réu será interrogado, haverá os debates de Ministério Público, acusação e defesa e a decisão dos jurados para que a sentença seja proferida. Ainda não há previsão para o término do julgamento, mas caso ele não seja encerrado até sábado (8), haverá uma folga no domingo devido ao Dia das Mães e os procedimentos serão retomados na segunda-feira (10).

Manvailer é acusado de homicídio qualificado, com feminicídio, motivo fútil e uso de meio cruel. Ele também responde por fraude processual por ter alterado a cena do crime. A acusação argumenta que ele matou Tatiane Sptizner e jogou o corpo pela janela do apartamento. Em seguida, ele levou o cadáver de volta para o apartamento e fugiu em direção ao Paraguai, quando foi preso. Já a defesa mudou o argumento: antes, dizia que a vítima tinha cometido suicídio, mas durante o júri afirmou que Tatiane se pendurou na janela para ameaçar o marido, escorregou e sofreu a queda.