Caso Tatiane Spitzner: Com júri formado por sete homens, Manvailer é condenado

O Tribunal do Júri de Guarapuava condenou Luis Felipe Manvailer pela morte da advogada Tatiane Spitzner. Ele cumprirá 31 anos, 9 meses e 18 dias de prisão em regime fechado, além de pagar R$ 100 mil para a família de Tatiane. Depois de uma semana de julgamento, os jurados foram convencidos pelas provas apresentadas pela acusação e apontaram que Manvailer matou a esposa em julho de 2018. O júri popular começou na última terça-feira (14) e só terminou depois das 19 horas desta segunda-feira (10), após o juiz proferir a sentença.

Manvailer foi condenado por homicídio triplamente qualificado: feminicídio, uso de meio cruel e motivo fútil. Ele também cumprirá pena por fraude processual – ele alterou cena do crime ao recolher o corpo de Tatiane na calçada e levar novamente para dentro do apartamento. Além disso, ainda tentou fugir para o Paraguai, motivo pelo qual o juiz Adriano Scussiato Eyng proibiu o réu de recorrer da sentença em liberdade.

Depoimento

Manvailer foi ouvido neste domingo (9) durante mais de 11 horas – inclusive, a expectativa era de que o resultado do júri saísse ainda na madrugada de segunda, mas a demora no depoimento do réu atrasou o terminou do processo. Ao longo desse período, ele repetiu várias vezes que não matou Tatiane e pediu desculpas à família da advogada pelas agressões mostradas em vídeos de câmeras de segurança.

Depois que o juiz terminou de interrogar o réu, a defesa de Manvailer orientou que ele não respondesse às perguntas da Promotoria. Em seguida, a sessão foi suspensa por alguns minutos e retomada por volta das 20h20.

O caso

Manvailer era acusado da morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por feminicídio e fraude processual.

Conforme a denúncia, na madrugada do dia 22 de julho de 2018, o réu passou a agredir a vítima após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna. Boa parte dos fatos chegou a ser registrada pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal residia.

Ao final das agressões, segundo a ação penal, a mulher teria sido lançada da sacada do apartamento pelo denunciado.