Caminhoneiro diz que ‘não percebeu’ acidente com sete mortes, segundo a polícia

O homem envolvido no acidente que deixou sete mortos e 13 feridos em Marechal Cândido Rondon, na segunda-feira (2), prestou depoimento à Polícia Civil. O suspeito afirmou não ter percebido a colisão contra o ônibus que levava 19 passageiros, além do motorista. 

Cleber Moreira de Souza, de 48 anos, foi preso pela Polícia Militar em Mercedes horas após o ocorrido, enquanto seguia para Mato Grosso do Sul. O caminhoneiro levava uma carga de milho, que ficou espalhada pela pista após o acidente com o ônibus. Por meio de denúncias, a PM chegou até o homem, que deixou o local da colisão sem prestar socorro. No caminho, ele chegou a recarregar o caminhão com pedras. 

Segundo o delegado Rodrigo Baptista, da delegacia de Marechal Cândido Rondon, o homem deve responder por homicídio culposo, lesão corporal culposa e por fugir do local. Os crimes não são passíveis de fiança e ele ficará preso na Cadeia Pública do município. 

No depoimento, Cleber disse que estava na BR-476, indo em direção ao município de Santa Helena, quando um outro caminhão invadiu a pista. Ele teria então desviado e esbarrou em outro veículo que vinha atrás.  

O homem afirmou que só parou o caminhão 300 metros depois da colisão e, quando olhou para trás, não percebeu que tinha causado o acidente, apenas que perdeu parte da carga de milho. 

Ônibus levava vítimas para tratamento de saúde 

O ônibus pertencia à Prefeitura de Pato Bragado, município do Oeste do Paraná. Os passageiros estavam indo até Toledo, para tratamento médico. O acidente aconteceu no km 17 da BR-467. 

As sete vítimas foram identificadas: César Schaefer (motorista); João Szczuk; Ivone Gentilini; Claci Inês Specht Werlang; Nelson Ditz; Lurdes Monteiro e Fabiana Monteiro. Lurdes e Fabiana eram mãe e filha. 

Os passageiros feridos foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Cândido Rondon. Alguns foram transferidos para o hospital de Pato Bragado, e outros, em estado mais grave, para hospitais de Cascavel e Toledo. 

Em nota, a Prefeitura de Pato Bragado decretou luto oficial por três dias no município e manifestou apoio e solidariedade pelas vítimas.