Clínica é suspeita de submeter crianças a trabalho análogo à escravidão

Uma clínica de reabilitação em Maringá foi alvo de investigações pela Polícia Civil nesta terça (14). O local estaria submetendo crianças e adolescentes a trabalho em condições análogas à escravidão.

O estabelecimento para dependentes químicos seria comandado por um casal religioso. Uma pesquisa feita pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), apontou que uma criança de 7 anos trabalhou por meses na clínica com jornadas exaustivas.

A delegada da Nucria, Karen Friedrich, comenta a situação: “Nós cumprimos dois mandados de busca e apreensão, um em Maringá e um em Paiçandu, referentes a uma investigação de crime de redução à condição análoga à de escravo. Um inquérito que nós instauramos constou que uma criança de 7 anos teria trabalhado aqui em Maringá em um local que se denominava ‘casa de recuperação’, trabalhada de segunda a domingo, em uma jornada exaustiva, em uma condição degradante de trabalho”.

Não foram encontradas menores de idade na clínica durante a investigação desta terça-feira, mas os internados no local estavam trabalhando exaustivamente e se alimentando de comida estragada, comentou a delegada.

Na clínica de reabilitação de Paiçandu foi encontrado uma mulher com mandado de prisão em aberto. As investigações devem continuar nos próximos dias.

Com informações do portal GMC Online.