Médica alerta para redução na procura pelas doses de reforço contra covid

Nas últimas semanas, o número de casos ativos de Covid-19 vem crescendo em praticamente todo o Paraná. Embora o relaxamento das medidas preventivas também possa ser responsável por esse aumento, a infectologista do Hospital São Vicente Curitiba, Dra. Thatiane Nakadomari alerta sobre a menor procura da população pelas doses de reforço da vacina.

“É muito importante tomar a dose de reforço, estamos vendo muitos pacientes que tomaram as duas primeiras doses, mas não tomaram a dose de reforço. O esquema vacinal completo hoje, da vacina contra a Covid-19 para o adulto jovem são três doses e para os imunossuprimidos e idosos são quatro doses”, afirma. Nesta última segunda-feira (20), o Ministério da Saúde ainda liberou a quarta dose para pessoas acima de 40 anos.

De acordo com o Ranking da Vacinação contra a Covid-19 no Paraná, 96,10% dos paranaenses tinham recebido a primeira dose e 87,68% a segunda dose até o dia 20 de junho. Já para a dose de reforço a procura teve uma queda de quase pela metade: somente 50,47% das pessoas tinham sido imunizadas.

A vacinação em massa da primeira e segunda dose ajudou a reduzir a disseminação do coronavírus e diminuir a gravidade da infecção em quem acaba sendo contaminado, diz a Dra. Thatiane Nakadomari. Mas, sem as doses de reforço, essa situação pode piorar.

“Não é vacina demais, como já ouvi falarem. Nós temos estudos dizendo que somente duas doses não foram suficientes para conter a disseminação do vírus”, ressalta. “E nos idosos e nos imunossuprimidos a quarta dose também é importante. Como o sistema imune dessa população não funciona de uma forma adequada, precisa de uma dose a mais para que responda adequadamente quando entrar em contato com o vírus”, complementa.

A infectologista observa ainda que, apesar dos casos serem mais leves, continuam ocorrendo hospitalizações devido à Covid-19. “Alguns pacientes ainda são internados, principalmente quem faz parte da população de risco, como idosos e pacientes com comorbidades”.