Polícia procura funcionário de escola suspeito de abusar de criança de 7 anos na região de Maringá

A Justiça expediu um mandado de prisão contra um funcionário de uma escola de Munhoz de Melo, na região de Maringá, suspeito de estuprar uma criança de 7 anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alysson Tinoco, exames feitos no menino comprovaram que ele foi abusado sexualmente. 

A criança passou por exames no Hospital Universitário de Maringá e no Instituto Médico Legal (IML). Com a indicação de abuso sexual, a polícia pediu a prisão do principal suspeito. “Nossa investigação indicou que o crime aconteceu. E a principal suspeita é ele não só pelo menino ter falado, mas também porque tem câmeras e o próprio comportamento dele com a família da vítima e com a escola indicou isso. Quando ele percebeu que o pai estava bem empenhado para apurar, ele [suspeito] parou de ir [para a escola]. Tudo indicou, até pelas próprias palavras da criança, pelo que a gente viu das câmeras, que ele teria sido a pessoa que entrou no banheiro, que ele seria o autor desse crime”, afirmou o delegado. 

Segundo a polícia, a suspeita é que o estupro tenha acontecido dentro de um banheiro da escola, em uma tarde em que faltou energia elétrica por causa de um temporal. O suspeito teria convencido o estudante a acompanhá-lo até o banheiro e, na sequência, cometido o crime.

O caso, no entanto, só chegou à polícia dias depois, por meio dos pais do menino. O pai, segundo o delegado, foi a primeira pessoa a desconfiar que a criança havia sido abusada sexualmente. “Quando foi fazer a higiene do menino, o pai percebeu que ele estava sentindo muita dor e o ânus da criança estava lesionado. A partir disso, ele conversou com a criança e ela disse que ‘tal’ pessoa teria abusado dela sexualmente. Então, [o pai] foi atrás da escola, que prestou esclarecimentos e acabou indicando quem seria o autor do crime”, detalhou Tinoco. 

Após investigação, a polícia solicitou a prisão desse suspeito, que já é considerado foragido, disse o delegado. “Ontem [quinta-feira, 2], a gente fez diligências para efetuar a prisão dele, mas ele não estava nos seus endereços usuais e ficou caracterizado como uma pessoa foragida”. 

A criança será auxiliada por uma equipe de Assistência Social e deve receber acompanhamento psicológico.

Informações do portal GMC Online, parceiro do Massa News