Médico é condenado por lesbofobia por impedir mulher de trabalhar em hospital

Em Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná, um médico foi condenado por lesbofobia após ser denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). O réu é sócio-proprietário e diretor clínico de um hospital privado e teria impedido uma mulher de trabalhar na enfermaria por causa orientação sexual da vítima.

A pena atribuída foi de um ano, três meses e 22 dias de reclusão e multa de R$ 13.332,00, além de indenização de R$ 30 mil à mulher por danos morais.

De acordo com a ação penal, o médico teria praticado discriminação contra a vítima, uma mulher lésbica, usando palavras características de lesbofobia. Além disso, ele ainda impediu a vítima de trabalhar como cuidadora de idoso internado nas dependências da unidade hospitalar. A atitude caracteriza o crime tipificado no artigo 20 da Lei 7.716/89.

Entre outras ofensas, o réu teria dito: “não sei que espécie que é, se homem ou mulher, aqui não pode. Saia do meu hospital”.

Recurso

O médico e uma enfermeira do hospital também foram denunciados por falsidade ideológica por terem, supostamente, fraudado documento para alterar a verdade sobre o caso.

Os dois teriam inserido informação falsa de que um dos pacientes da enfermaria onde a vítima trabalhava havia solicitado que ela se retirasse por ser do sexo feminino.

No entanto, o réu foi absolvido dessa acusação, o que motivou recurso do MPPR contra a absolvição. O médico condenado por lesbofobia também pode ainda recorrer da sentença.