Paraná registra os menores números da covid-19 em setembro

Os números de casos e óbitos causados pela covid-19 vêm diminuindo no Paraná. Em setembro, o estado registrou a menor marca desde os primeiros meses da pandemia, em 2020. 

Segundo o informe da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em setembro foram confirmados 7.305 novos casos. Este é o menor número desde maio de 2020, que teve 4.611 registros.

O Paraná só chegou perto deste número em dezembro de 2021, quando houve uma grande queda nos números e foram confirmados 9.981 casos.

Em relação às mortes causadas pela doença, setembro registrou 73 óbitos: este é o menor número desde março, primeiro mês da pandemia, que teve seis mortes; e também a primeira vez que o Paraná confirma menos de 100 óbitos em um mês. 

Para efeito de comparação, em agosto o estado teve 32.873 casos e 186 mortes pelo coronavírus.

Números estão em queda, mas cuidados continuam

De acordo com Emanuel Maltempi de Souza, professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos motivos para a redução nos números da covid-19 no estado é a mudança de temperatura em setembro, mês em que começa a primavera.

O professor diz que, analisando a trajetória dos números da doença, há o início de uma queda consistente em julho. 

“Acho que esse é o padrão da doença que veremos, que é semelhante a outras doenças respiratórias. O número de casos tende a aumentar agudamente no final do outono e inverno, caindo conforme a temperatura aumenta, com casos ou surtos esporádicos em outros períodos”, explica.

Mesmo com a queda, a doença ainda é classificada como pandêmica, já que ainda apresenta números muito mais expressivos que outras doenças respiratórias em todo o mundo. E a covid-19 deve continuar por um tempo sendo a doença infecciosa que mais mata, já que ela é altamente transmissível, como prevê o professor Emanuel. Por isso, é importante manter os cuidados, principalmente as pessoas que fazem parte dos grupos de risco:

“A vacina tem uma importância fundamental, mas não evita 100% dos casos. Pacientes com várias comorbidades ainda correm grande risco e devem ser vacinados periodicamente para evitar queda da imunidade”.