Após cinco dias, júri absolve ex-prefeito suspeito de matar adversário em Piên; dois réus são condenados

O resultado do júri popular sobre do caso que resultou na morte do prefeito de Piên, eleito em 2016, Loir Dreveck, e do técnico de segurança Genésio Almeida foi divulgado por volta das 2 horas deste domingo (26). Os dois foram mortos a tiros em 2016.

Estavam sendo julgados quatro réus: o ex-prefeito da cidade, Gilberto Dranka, o ex-presidente da Câmara Municipal, Leonides Maahs, o apontado como intermediário Orvandir Arias Pedrini e o suspeito de ser o atirador Amilton Padilha.

Após os cinco dias de julgamento, que ocorreu no Fórum da Comarca de Rio Negro, Dranka e Maahs foram absolvidos. Pedrini foi condenado a 36 anos de prisão e Padilha foi condenado a 48 anos.

O corpo de jurados era composto por seis homens e uma mulher.

No primeiro dia do júri, que começou na terça-feira (25), Padilha ainda estava foragido. Ele foi encontrado e preso na tarde de quarta-feira (22), no Rio Grande do Sul.

Ao longo de sábado (25) aconteceram os debates, que foram longos e tiveram réplica e tréplica. Na sexta-feira (24), os acusados foram interrogados. Padilha respondeu as perguntas por videoconferência. Ao todo, a defesa convocou 25 testemunhas.

Durante todos os dias, familiares das duas vítimas estavam presentes no Fórum de Rio Negro, buscando por justiça.

O caso

O técnico em segurança Genésio de Almeida foi morto por engano, no dia 8 de dezembro de 2016. Genésio saiu de Piên e estava indo para São Bento do Sul, cidade onde trabalhava. Quando ele estava na PR-420, próximo de Trigolândia, uma moto passou por ele e o executou.

Menos de uma semana depois, no dia 14 de dezembro, José Loir Dreveck foi morto da mesma forma, com um tiro na cabeça, um pouco mais adiante na PR-420. O prefeito também saiu de Piên e ia em direção a São Bento do Sul.

Os dois homens tinham fisionomia parecida. Por essa razão, de acordo com os advogados de acusação, o atirador achava que estava seguindo Loir no dia 8 de dezembro.

A motivação do crime seriam desacordos políticos.

Em 2017, a Polícia Civil apontou que o crime foi planejado e que o principal autor seria Dranka.

Os acusados do duplo homicídio responderam o processo em liberdade, usando tornozeleira eletrônica.

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