Homem acusado de ter participado da morte do prefeito de Piên é preso no Rio Grande do Sul

Na tarde desta quarta-feira (22), um dos acusados de envolvimento na morte do prefeito eleito de Piên foi preso pela Brigada Militar (BM) em São Pedro do Sul, no Rio Grande do Sul. Amilton Padilha morava no município usando uma identidade falsa.

O julgamento do caso da morte do prefeito Loir Dreveck e do técnico de segurança do trabalho, Genésio de Almeida, assassinados a tiros em 2016, começou na terça-feira (21) e segue em andamento.

Estão sendo julgados o ex-prefeito da cidade, Gilberto Dranka, e o ex-presidente da Câmara Municipal, Leonides Maahs. Eles seriam os mandantes do crime.

Padilha também é réu no crime, acusado de ser o atirador. Também é réu Orvandir Arias, apontado como intermediário.

O caso

A motivação do crime seria desacordos políticos. Gilberto Dranka, um dos acusados, foi prefeito de Piên entre 2009 e 2016. Já Loir Dreveck foi eleito prefeito do município dois meses antes de morrer.

O técnico em segurança Genésio de Almeida foi morto por engano, no dia 8 de dezembro de 2016. Genésio saiu de Piên e estava indo para São Bento do Sul, cidade onde trabalhava. Quando ele estava na PR-420, próximo de Trigolândia, uma moto passou por ele e o executou.

Menos de uma semana depois, no dia 14 de dezembro, José Loir Dreveck foi morto da mesma forma, com um tiro na cabeça, um pouco mais adiante na PR-420. O prefeito também saiu de Piên e ia em direção a São Bento do Sul.

Os dois homens tinham fisionomia parecida. Por essa razão, de acordo com os advogados de acusação, o atirador achava que estava seguindo Loir no dia 8 de dezembro.

Em 2017, a Polícia Civil apontou que o crime foi planejado e que o principal autor seria Dranka.

Os acusados do duplo homicídio estão respondendo o processo em liberdade, usando tornozeleira eletrônica. Nas eleições de 2020, Dranka chegou a disputar as eleições para a prefeitura de Piên.

Esse é um dos julgamentos mais aguardados no município, que faz parte da Região Metropolitana de Curitiba. A sessão acontece no Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Rio Negro, local mais próximo de Piên.