Polícia prende servidor público suspeito de assediar mulher e duas filhas dela na RMC

Um homem de 59 anos foi preso na cidade de Mandirituba, na região metropolitana de Curitiba, suspeito de assediar uma mulher e duas crianças durante uma festa. Ele trabalha na Prefeitura da cidade e sua identidade ainda não foi divulgada oficialmente. A defesa dele nega ter praticado qualquer crime sexual.

Conforme o boletim de ocorrência, era perto da meia noite quando a mulher contou para o marido que o suspeito tinha passado as mãos em suas partes íntimas. Enquanto ela falava para o esposo o que tinha acontecido, seus filhos de 5 e 9 anos ouviram a conversa e contaram que o suspeito teria agido da mesma forma contra eles. Diante dos relatos, a polícia foi acionada e encontrou o servidor em sua casa.

O homem foi conduzido à delegacia e, além de responder por importunação sexual, também deve ser indiciado por posse ilegal de arma de fogo, já que uma espingarda foi apreendida em sua casa. Ele segue preso preventivamente.

Vítimas traumatizadas

José Valdeci de Paula, advogado das vítimas, contou que a família está desestruturada e sem entender o que vai acontecer de agora em diante. Isso porque a família e o suspeito moram no mesmo terreno e as vítimas usam uma ‘servidão de passagem’ para chegar em casa.

“Por mais que peçam medida protetiva, eles vão ter problemas em passar na frente da casa do acusado. Talvez tenham até que se mudar desse local em função do que aconteceu, até porque as crianças estão muito traumatizadas”, avalia o defensor.

Defesa nega o crime e promete ‘bomba’

O advogado Thiago Cercal, que defende o servidor público, garante que seu cliente não praticou nenhum tipo de crime. “Já temos a defesa traçada e temos provas bombásticas que vão fazer esse caso tomar outra proporção”, assegura. “Pessoal da comunidade gosta muito dele e até ofereceram moradia para ele”, completa.

A respeito da arma, Cercal garante que o suspeito não sabia que a espingarda estava em sua casa, muito menos que ela estaria carregada.

Colaboração Douglas Bandeira/Rede Massa.