Rede estadual do Paraná tem 10 projetos científicos finalistas na Febrace

Dez projetos científicos conduzidos por estudantes e professores da rede estadual de ensino do Paraná são finalistas da 20ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). O programa, que busca estimular a cultura científica e divulgar pesquisas de todo o Brasil, acontecerá em formato on-line neste ano, a partir desta segunda-feira (14).

O Paraná é o terceiro estado com o maior número de finalistas (atrás somente de São Paulo e Rio Grande do Sul), somando 41 projetos ao todo — além dos 10 da rede estadual, há seis de instituições federais de ensino e 25 de escolas particulares.

Dentre os 10 projetos da rede, há um da Escola Estadual Monteiro Lobato (de Sertanópolis), um do Colégio Estadual Professor Newton Guimarães (de Londrina), três do Colégio Estadual Marechal Castelo Branco (de Primeiro de Maio) e cinco do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre (de Toledo). Todos os de Toledo são orientados pela educadora Dionéia Schauren, uma das dez finalistas do Prêmio Professor Destaque da Febrace.

Aplicativo pedagógico de História

Em Sertanópolis, o aluno Edson Fernando dos Santos Sobrinho, do 3º ano do ensino médio, desenvolveu o aplicativo Hystor, voltado ao ensino interativo de História para pré-vestibulandos. A ferramenta possui material pedagógico destinado à revisão de conteúdos da disciplina, incluindo quiz, curiosidades e hiperlinks para materiais externos.

“Ele é um aluno apaixonado por história”, conta a professora Francislene Ramos Salmen, que orientou o projeto ao lado do professor Gabriel Ignácio Garcia. Ela relata que o aplicativo foi pensado para atender às necessidades dos pré-vestibulandos, mas também para que o professor pudesse utilizá-lo como recurso pedagógico. “A gamificação é um tipo de metodologia ativa. É envolver o aluno no conteúdo por meio de jogos que cativam ele”, diz.

Edson explica que o conteúdo do aplicativo aborda diferentes temas da disciplina, incluindo, por exemplo, Grécia Antiga, Revolução Francesa, Iluminismo e Guerra Fria. “Também existem mapas mentais, dicas de filmes e séries, entre outras curiosidades multidisciplinares”, conta.

Larvicida contra aedes aegypti

Outro projeto desenvolvido em um colégio estadual é o estudo de um larvicida à base de pimenta contra o aedes aegypti. Segundo a aluna Luiza Alves da Costa Saffaro, que realiza o estudo, o produto deve ser totalmente natural, sem agredir o meio-ambiente ou o ser humano.

“Nós chegamos na ideia de utilizar a pimenta porque vimos um grande potencial insetífugo nela e, por isso, colocamos a mão na massa”, disse, no vídeo de apresentação do projeto a estudante, que cursa o 3º ano do ensino médio no Colégio Estadual Professor Newton Guimarães, em Londrina.

“Ela desenvolveu, primeiramente, um projeto um pouco mais simples, de repelente de insetos a partir da pimenta dedo-de-moça”, conta a professora orientadora Ana Paula Gutmann, acrescentando que a aluna obteve resultados significativos. Após a apresentação do projeto em outras feiras, os avaliadores fizeram sugestões para a continuidade do estudo. “Ela decidiu, a partir das ideias dos avaliadores, transformar o trabalho em um larvicida, algo que matasse as larvas e impedisse que os mosquitos chegassem à fase adulta”, diz a professora.

Confira a lista de todos os projetos finalistas.