Polícia investiga se mais um homicídio em Curitiba foi causado por ‘serial killer’

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está apurando o envolvimento do suspeito de ser ‘serial killer’ em mais um crime de homicídio registrado em Curitiba. Segundo a Polícia Civil, um ex-patrão de José Tiago Correia Soroka foi morto em abril deste ano com as mesmas circunstâncias dos crimes contra três homossexuais no Paraná e Santa Catarina. Além disso, uma segunda vítima, que sobreviveu ao ataque, prestou depoimento nas últimas horas.

De acordo com as investigações, a vítima tomou conhecimento depois que as reportagens foram exibidas na imprensa e, imediatamente, procurou os policiais da DHPP. Em depoimento, o rapaz contou que o suspeito foi embora pensando que ele estivesse morto.

“Após ver a matéria na imprensa, acabou criando coragem e procurou a polícia para relatar o mal que sofreu na mão desse indivíduo, em novembro de 2018, quando foi amarrada e esganada pelo suspeito. Ela também recebeu um mata-leão, acabou desmaiando, porém ela acabou sobrevivendo”, disse o delegado Thiago Nóbrega à Rede Massa.

Com relação ao ex-patrão do suposto ‘serial killer’, a Polícia Civil está aguardando o laudo oficial do Instituto de Criminalística para dar andamento nas investigações. Segundo o delegado, o homem identificado como Fábio, que também era homossexual, desligou José Tiago da empresa em janeiro deste ano. No dia 30 de abril, ele foi encontrado morto.

“O ex-patrão de José Tiago foi encontrado morto em cima da cama, sem sinais de violência aparentes. Ele [suspeito] trabalhava em um chaveiro e acabou sendo mandado embora por ir trabalhar bêbado, drogado. Então, vamos aguardar a perícia pra ver se conseguimos vincular o investigado nesse caso.

Um cerco foi montado em Curitiba e região por agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de dar suporte nas investigações e localizar o suspeito, que permanece foragido.

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Alerta

Diante dos casos que chocaram a população, a Polícia Civil faz um pedido para que os jovens fiquem atentos ao usarem aplicativos de relacionamentos e que não levem desconhecidos para casa.

“Fica o alerta principalmente para o público gay: se for manter relações sexuais com desconhecido, que procure identificar se essa pessoa tem um perfil verdadeiro, peça pra que a pessoa faça um cadastro na portaria ou evite, se possível, por um tempo esse tipo de relacionamento até tirar esse cidadão de circulação”, concluiu Nóbrega.

Crimes

As três vítimas eram homossexuais e moravam sozinhas. Os três homens foram encontrados mortos na cama de suas residências com sinais de asfixia e tiveram pertencentes subtraídos. 

De acordo com as investigações, o suspeito marcava os encontros por aplicativos de relacionamento entre homossexuais. Em um primeiro momento, o indivíduo trocava fotos com as vítimas e posteriormente se deslocava até a residência, ao chegar no o local as estrangulava. Após o sufocamento as cobria com cobertas.