Problemas na mandíbula aumentam durante a pandemia

A mandíbula é uma articulação que precisa de atenção e cuidados. Muitas pessoas reclamam de dor nessa região mas não procuram um médico, o que pode ser um grande erro. 

A disfunção da articulação temporomandibular (dtm) ocorre quando uma ou mais estruturas que fazem parte do complexo da articulação temporo mandibular sofre dano (anatômico ou funcional). Sendo caracterizada principalmente pela presença de dor, estalos na articulação e limitação de função, seja mastigação dolorosa, dificuldade para abrir a boca, sorrir e bocejar. 

Uma pesquisa recente da Organização Mundial da Saúde mostrou que durante o período de pandemia casos de dtm aumentaram expressivamente e 40% da população brasileira apresenta este problema. O registro do aumento destes diagnósticos são protagonizados por bruxismo, acarretados pelo índice elevado de estresse em tempos de isolamento social.

Segundo uma pesquisa realizada em 2019 pelo grupo brasileiro Baxilofacil, 56% de reincidência de dtm têm o fator estresse como  um dos agravantes, além de ansiedade e dieta desequilibrada.

Com a demanda de atendimento odontológico represado no início da pandemia, com índice de queda de 80% no atendimento público e 60% no sistema privado, a retomada nos últimos meses foi evidenciada a nível nacional, segundo a pesquisa da Universidade de Pelotas. Grande parte dos tratamentos requeridos estão relacionados a dtm (cerca de 68% segundo pesquisa).

Um caso de briga no fim do mês passado envolvendo o ator Henri Castelli levou a uma lesão exposta na mandíbula. Após as agressões, o ator contatou a dentista de sua confiança e descreveu que sentia como se sua boca estivesse pendurada. Ele foi orientado a procurar a emergência médica e foi transferido para São Paulo para operar o maxilar inferior, com um fio de aço sustentando a articulação fraturada. Castelli precisará passar por tratamento intensivo com terapia para a recuperação.

O ator Henri Castelli se recuperando das lesões

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