Rebaixamento para a série C é o pior momento da história do Paraná

Dos 31 anos de vida do Paraná, só em um clube não esteve nem na primeira, nem na segunda divisão. Voltar para lá agora, nem de longe estava nos planos uma queda de divisão que pode ser devastadora para o Paraná. Com cotas pela transmissão dos jogos praticamente nulas na série C o tricolor perde uma de suas principais fontes de renda, até por isso o elenco será bem mais barato e os jogadores com salários considerados fora do padrão da terceira divisão não seguiram no time, casos por exemplo de Fabrício e Renan Bressan. 

“Nós temos que ter o pé no chão, eu não posso aqui enganar ao torcedor paranista e dizer não vamos ficar e tal, não nós vamos precisar tomar uma atitude e essa atitude ela envolve também a reestruturação do elenco e passa por aí.” afirmou Sérgio Moletta, Presidente do Paraná.

Dificuldades à vista para um clube que chegou com tudo logo que foi fundado, nos anos 90 conquistou seis estaduais e pulou da terceira para primeira divisão nacional em três anos. Tcheco lamenta o atual rebaixamento:

“Sentimento até de agonia, para saber qual vai ser o destino desse clube, espero que os torcedores se unam que tenham força nesse momento, para que volte o mais breve possível, que tenham forças para equipe para retornar a ser forte, como já foi um dia no cenário paranaense e no futebol brasileiro também, é o que eu desejo mais breve possível para esse clube.” finalizou o ídolo do clube.

“Para se superar isso, é trabalho, trazer pessoas qualificadas, o que não pode também ia ficar refém é de empresários, eles têm que existir, mas não ser refém deles, o clube precisa se organizar novamente com muita determinação esse é o caminho.” afirmou Saulo, maior artilheiro da história do Paraná.

Leonardo Oliveira foi o responsável pelas inúmeras trocas de treinadores que ajudaram a afundar o time na zona de rebaixamento, a mais contestada de todas a saída de Allan Aal ao que agora subiu com o Cuiabá, mas em todo o primeiro turno comandou o Paraná e sempre manteve a equipe dentro ou perto do G4. 

“Tinha que se valorizar um pouquinho mais o que estava sendo feito e saber blindar mais para que as coisas não se desestabilizarem e ter a humildade de falar não o momento nosso é para gente ficar em oitavo, sétimo, sexto, como acabou o primeiro turno porque fora disso era lucro.” afirmou Allan Aal, ex-técnico do Paraná.

A ilusão com esse tricolor foi acabando aos poucos até terminar de vez na derrota que decretou o rebaixamento, com uma mancha na história do clube que a quatorze anos disputou a Libertadores da América. Nos anos dourados goleou gigantes como o Flamengo, mas agora terá de se levantar no submundo da Série C, para sonhar em voltar aos dias de glórias.