Trabalhadores da Viação Campos Gerais fazem paralisação

Esta crise no transporte coletivo de Ponta Grossa se arrasta há alguns anos e, em 2020, foi acentuada pela pandemia Covid-19. A Viação Campos Gerais alega enfrentar um colapso financeiro sem precedentes, impulsionado pelos seguintes fatores: redução no número de passageiros e defasagem na tarifa, que hoje custa 4,30.

No ano passado, ainda em fevereiro, a empresa solicitou a revisão da tarifa – como ocorre anualmente – mas a prefeitura não deu prosseguimento ao pedido e, até agora, a empresa opera com base em uma planilha de custos aprovada ainda em 2019 pelo Conselho Municipal de Transporte e Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte. 

Além disso, com as restrições decorrentes da Covid-19, houve mais queda no número de passageiros segundo a concessionária. Logo no início da pandemia, a viação pediu apoio financeiro do município para conseguir manter as atividades. O apoio foi negado e a VCG entrou na justiça, pedindo um subsídio mensal superior a 2 milhões de reais para conseguir dar continuidade ao serviço, o pedido não foi concedido e a ação judicial extinta. 

Essa bola de neve resultou em uma série de demissões e parcelamento dos salários dos trabalhadores, até que em dezembro a concessionária não conseguiu pagar a segunda parcela do 13º salário no prazo. Os próximos episódios desta série de desventuras no transporte coletivo ainda são incertos. Em meio a tudo isso, o que diz a prefeitura, que é o poder concedente do transporte? Por nota, a AMTT se limitou a dizer que “em relação à paralisação, trata-se de uma situação interna da concessionária. A prefeitura segue acompanhando os desdobramentos”. 

Veja mais informações sobre este e os outros casos, assista a edição completa do Tribuna da Massa Ponta Grossa desta terça-feira (26):