UE diz que pandemia afeta mais mulheres, sobretudo na linha de frente

Por Gabriela Baczynska

BRUXELAS (Reuters)M – As mulheres de países da União Europeia são afetadas desproporcionalmente pela pandemia de coronavírus porque formam a vasta maioria dos profissionais de saúde e de outras ocupações na linha de frente, disse um relatório do bloco nesta sexta-feira.

A pandemia também provoca um aumento da violência doméstica contra mulheres, disse o relatório anual da UE sobre igualdade de gênero.

“A pandemia de Covid-19 afetada desproporcionalmente as vidas das mulheres”, diz o documento. “Já existem indícios amplos de que as conquistas obtidas duramente nos últimos anos foram ‘recuadas’… o progresso nos direitos das mulheres é difícil, mas se perde facilmente”.

Os riscos de saúde das mulheres aumentaram, assim como sua carga de trabalho e os desafios para equilibrar o trabalho e a vida cotidiana, disse o relatório, que será publicado nesta sexta-feira e foi visto pela Reuters com antecedência. As mulheres também assumiram mais responsabilidades como cuidadoras nos lockdowns.

Isto prejudicou sua segurança — a violência doméstica aumentou na França, na Lituânia, na Irlanda e na Espanha durante o primeiro lockdown da Europa, na primavera de 2020, disse o documento.

As mulheres ainda ocuparam mais empregos que exigem contato pessoal do que os homens e são as mais atingidas pelas restrições adotadas para se conter a disseminação do coronavírus.

“A super-representação de mulheres em setores e ocupações de remunerações mais baixas, como hospitalidade, varejo ou serviços pessoais, torna-as particularmente vulneráveis nos mercados de trabalho atingidos pela crise da Covid-19”, disse o relatório.

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