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Bebês que dormem no quarto dos pais têm 50% menos chance de morte súbita

(Foto: Divulgação) - Bebês que dormem no quarto dos pais têm menos chance de morte
(Foto: Divulgação)

Recém-nascidos que dormem no quarto dos pais, mas em seus próprios berços, têm 50% menos chance de sofrer morte súbita. Essa prática deve ser adotada durante os seis primeiros meses de vida da criança e, se possível, estendida até o primeiro ano de idade, segundo as novas recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP).

As novas diretrizes sustentam que bebês devem dormir em uma superfície separada, seja berço ou carrinho. A explicação é simples: perto dos pais, o recém-nascido pode ser socorrido facilmente. 

O relatório foi apresentado nesta segunda-feira, 24, na conferência anual da AAP, e publicada no site da revista Pediatrics. É a primeira atualização da entidade sobre segurança no sono dos bebês desde 2011. 

"Colocar o berço perto da cama dos pais para a criança ficar a vista facilita a amamentação, o reconforto e o monitoramento do bebê", diz a AAP. As recomendações da instituição balizam decisões emitidas por associações de pediatria do mundo inteiro. 

Outras dicas incluem deitar os bebês de barriga para cima em uma superfície firme no berço, coberta com um lençol bem esticado, além de evitar cobertores, travesseiros ou bichinhos de pelúcia macios que possam cobri-los. Proteger a criança da exposição a cigarro e outras drogas também é fundamental. 

"Sabemos que os pais podem ficar sobrecarregados com a chegada de uma criança em casa, e queremos lhes proporcionar um guia claro e simples sobre a forma e o lugar para eles dormirem", explica Rachel Moon, principal autora das recomendações. "Os pais não devem nunca colocar o bebê em um sofá, cadeira almofadada, sozinhos ou dormindo com outra pessoa. Sabemos que tais superfícies são extremamente perigosas", disse a pesquisadora. 

Por duas décadas, a entidade defende que bebês durmam de costas para reduzir os riscos de morte súbita. Cerca de 3.500 recém-nascidos morrem, todos os anos, por doenças relacionadas ao sono nos Estados Unidos. A incidência costuma ser maior nos primeiros seis meses da criança.