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Campanha expõe pequenos atos corriqueiros que estão impregnados de machismo e desrespeito

A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, durante lançamento da campanha "Machismo. Já Passou da Hora. #PodeParar" (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) - “Machismo. Já passou da hora. #podeparar”
A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, durante lançamento da campanha "Machismo. Já Passou da Hora. #PodeParar" (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher” deste ano já está no ar pelas redes sociais, e tem como tema “Machismo. Já passou da hora. #podeparar”. A campanha é coordenada pela Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres e foi desenvolvida para chamar a atenção quanto a pequenos deslizes do dia a dia que podem gerar grandes violências. Comentários sobre ‘a saia curta’ da colega, ou o fato de a ao ser abordada e dizer não, ser entendido como ‘sim’ pelos homens, são exemplos que estão sendo usados e que ainda são corriqueiros.

A campanha está em vigor desde 25 de novembro e até 10 de dezembro, e tem como foco as discussões sobre o combate à violência sexual. Veja mais vídeos da campanha no Twitter do Ministério da Justiça.

Como falar sobre o tema é ainda necessário, por favor, #podeparar. Os dados do Mapa da Violência 2015 apontam que o Brasil é o quinto país do mundo em número de assassinatos de mulheres. O Instituto Patrícia Galvão compilou dados para o Dossiê Feminicídio que traz números preocupantes que servem de alerta para todos. No Estado do Paraná, por exemplo, a taxa de feminicídios é de 5,1 por 100 mil habitantes, a mais alta do Sul, já que Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm respectivamente, 3,8 e 3,1 por 100 mil.

16 dias

A campanha é uma mobilização anual de diversos setores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Foi criada em 1991 e conquistou mais de 160 países que desde então, se mobilizam pelo fim da violência contra a mulher. No Brasil, a Campanha acontece desde 2003.

Colaboração Ministério da Justiça