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Eldorado tem caso de febre amarela confirmado e outros 5 suspeitos

Diferentemente do que foi publicado, não houve morte por febre amarela confirmada na cidade. A confirmação da doença se refere a uma mulher de 34 anos que está internada. A prefeitura ainda aguarda o resultado do exame de outra vítima - um trabalhador rural de 60 anos, morador do Quilombo Sapatu, que morreu no último domingo. Segue texto corrigido.

Uma mulher teve a infecção por febre amarela confirmada em Eldorado, no Vale do Ribeira, região sul do Estado de São Paulo. A vítima, de 34 anos, está internada no Hospital Regional de Pariquera-Açu. Tratado inicialmente como suspeito, o caso é o primeiro confirmado da doença na região este ano.

O exame descartou a febre amarela como causa da morte de um homem de 58 anos, que estava em investigação por suspeita da doença. A prefeitura ainda aguarda o resultado do exame de outra vítima - um trabalhador rural de 60 anos, morador do Quilombo Sapatu, que morreu no último domingo, 13. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o homem não tinha sido vacinado e apresentou características da infecção.

A investigação é feita pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. Além do caso já confirmado, outras cinco pessoas foram encaminhadas ao hospital com suspeita de terem sido infectadas pelo vírus da febre amarela. Também foram encontrados mais de 20 macacos mortos, possivelmente infectados, no município.

Nesta terça-feira, 15, a Secretaria da Saúde do Estado divulgou um alerta para a população residente e visitantes do Vale do Ribeira para tomarem a vacina, caso não estejam imunizados. A região tem índice de vacinação de 66%, dentro da média estadual.

Em Eldorado, equipes de saúde da prefeitura, com apoio do Estado, se deslocam de casa em casa, na zona rural, para oferecer a vacina às pessoas não imunizadas. O trabalho abrange as comunidades quilombolas onde moravam as pessoas que tiveram suspeita da doença e onde foram encontrados macacos mortos, como o Quilombo Ivaporunduva. Técnicos da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) estão capturando mosquitos para detectar a possível presença do vírus.

Conforme a diretora de imunização da Secretaria, Helena Sato, a vacinação no Vale do Ribeira foi intensificada desde fevereiro de 2018. Eldorado tem 60% de cobertura e as ações buscam melhorar esse índice. "O trabalho é árduo porque o município tem uma área territorial imensa, como muitas comunidades quilombolas em regiões de mata." A diretora viajou para a região nesta terça-feira, 15, para acompanhar os trabalhos de imunização.

Ela alerta a quem vai se deslocar para as áreas de matas e cachoeiras da região e não está imunizado para tomar a vacina ao menos dez dias antes da viagem. "É uma região turística, onde ficam a Caverna do Diabo e as grutas do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), mas quem não estiver vacinado, não deve adentrar áreas verdes e precisa usar repelente", disse.

Segundo Helena, todo o território paulista tem recomendação da vacina, que está disponível nos postos de vacinação e é indicada para adultos e crianças a partir dos 9 meses de idade. "Aqui, a recomendação é a mesma que fizemos para Baixada Santista e Litoral Norte. Quem quer vir, precisa estar vacinado."

Macacos

Conforme nota da prefeitura, nas últimas semanas aconteceram relatos de ao menos vinte macacos achados mortos em diversos pontos do município, em grande extensão coberto pela Mata Atlântica. A nota informa que não foi possível realizar coleta de material para exame por causa do estado avançado de decomposição. Em Iporanga, cidade da região, também foram achados mortos vários primatas da espécie bugio.

Nos últimos dois anos, mais de 15 milhões de pessoas foram vacinadas contra a doença no Estado. De acordo com balanço do Centro de Vigilância Epidemiológica, em 2018, até 28 de dezembro, houve 538 casos de febre amarela silvestre no Estado, com 184 óbitos. As cidades com mais mortes foram Mairiporã (33), Nazaré Paulista (12), Guarulhos (12), Ibiúna (10) e São José dos Perdões (10). Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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