Julgamento de Flordelis começou mais de três anos após o crime; relembre

O julgamento que levou à condenação da ex-deputada Flordelis a 50 anos de prisão, neste domingo (13), teve início na última segunda-feira (7), mais de três anos após o assassinato do pastor Anderson do Carmo, ocorrido em 2019.

Ao todo, 1.240 dias separam o assassinato de Anderson do Carmo e o julgamento da ex-deputada federal, cantora e pastora. Em 16 de junho de 2109, às 03h25, o pastor e Flordelis chegam em casa, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Poucos minutos depois, ele foi morto a tiros na garagem, aos 42 anos.

“Eu só fui dar um passeio com o meu marido, mais nada, gente. Só um passeio e que acabou dessa forma, perdendo a vida pra tentar proteger a casa, proteger a família. Infelizmente, abriu o portão da garagem e ele tentou evitar que eles entrassem dentro da casa”, disse Flordelis na época.

A versão de latrocínio, o roubo seguido de morte, porém, começou a desmoronar no dia seguinte. Na saída do enterro de Anderson, a polícia prendeu Flávio, filho do primeiro casamento de Flordelis. Horas depois, foi preso um irmão afetivo dele, Lucas.

Os dois confessaram participação no assassinato. Flávio, como o autor dos disparos, e Lucas, por ter comprado a arma do crime.

“Quem acompanha polícia, já tem faro de perceber quando a história está estranha. Essa história, desde o começo, já tinha vindo estranha”, afirma o delegado Marcelo Carregosa.

Para a polícia, Anderson do Carmo foi vítima de um complô da família. O celular apreendido de uma das filhas mostrou que ela fez pesquisas na internet por “veneno para matar pessoa”. Ela também procurou por “alguém da barra pesada” e “assassino, onde achar”.

Os investigadores descobriram que a ex-deputada chegou a escrever para um dos filhos: “simula um assalto. Aproveita que ele foi pro Rio e espera ele na volta”.

“Foi ela quem arregimentou essas pessoas, arquitetou o plano, convenceu essas pessoas, ela financiou a compra da arma, ela avisou sobre a chegada ao local do crime”, diz o delegado Allan Duarte, responsável pelo inquérito.

Em agosto do ano passado, a pastora teve o mandato de deputada federal cassado. Dois dias depois, foi presa. Nas últimas semanas, virou notícia na cadeia por ter usado um telefone celular e por voltar para a cela, após uma visita, com R$ 72,00 nas partes íntimas.

Quatro filhos dela já haviam sido julgados e condenados: Flávio, a 29 anos de prisão; Lucas, a 9 anos; e Adriano e Carlos Ubiraci, que conseguiram a liberdade condicional. Neste domingo, além da pastora, também foi condenada a filha biológica Simone Rodrigues.

Informações de SBT News