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'Queria calar ele', diz Elize Matsunaga sobre assassinato do marido

ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um interrogatório na manhã deste domingo (4), sétimo dia do julgamento de Elize Matsunaga, a ré, que confessou o crime, deu detalhes de como matou e esquartejou o marido, o empresário Marcos Matsunaga, em maio de 2012.

Segundo ela, o crime ocorreu em momento de forte emoção. Após ser agredida pelo marido com um tapa no rosto, disse, pegou uma arma que estava na sala e, na cozinha, passou ser xingada pelo marido.

Elize disse que não tinha intenção de matar o marido. "Eu não queria atirar nele. Eu queria calar ele. Queria que tudo acabasse", disse ela, em fala emocionada, alternando entre mágoa, raiva e tristeza.

"Se eu estiver mentindo, que Deus me castigue da pior forma possível", disse no interrogatório que durou mais de duas horas -começou às 10h21 e terminou às 12h40. Ela se recusou a responder às perguntas da acusação.

"Ele xingava a minha família. Eu não estava aguentando mais", disse ela. "Também senti alívio porque sabia que não estava louca. Todas as vezes que dizia que ele tinha outra, ele dizia que não tinha fundamento. Que eu estava louca."

Questionada pelo juiz Adilson Paukoski Simoni se não poderia ter tomado outra decisão a não ser o disparo, Elize respondeu que estava desesperada.

"Poderia fazer um milhão de coisas. Mas, na hora, eu não racionei. Fazia dois dias que não dormia. Com o detetive me ligando a todo momento. No momento, eu não racionava direito. Eu estava com o coração na boca".

Elize disse que só esquartejou o marido porque queria se livrar do corpo e não encontrou outra alternativa. "Infelizmente, a única forma que encontrei foi cortá-lo", disse.

Ela contou que começou, na manhã de 20 de maio, um domingo, a cortar o marido pelos joelhos, que estavam mais próximos da porta. Em seguida, cortou os ombros, abdômen e, por fim, o pescoço. A maior dificuldade, segundo ela, foi cortar a coluna.

A ré disse que resolveu se livrar do corpo do marido sem racionar, porque "tudo que vinha na cabeça". "Eu não podia ligar para minha sogra, pessoa que sempre me tratou com respeito, [dizendo] 'eu dei um tiro no seu filho'", disse.

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