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Vândalos usam bolinhas de gude para depredar 15 ônibus em Suzano

Quinze ônibus foram depredados por vândalos com o uso de bolinhas de gude, na noite desta quinta-feira, 8, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. Os veículos, que fazem parte da frota da empresa Radial, concessionária do transporte coletivo municipal, tiveram os vidros estilhaçados. A cidade vive um clima de disputa entre o transporte regular e os veículos do transporte alternativo. De acordo com a empresas, os ataques aconteceram quando os ônibus cumpriam linhas e horários, transportando passageiros, mas ninguém se feriu.

Nesta sexta-feira, 8, os veículos foram retirados de circulação para os reparos e houve atraso em várias linhas. A empresa informou que não foi possível recompor a frota, por causa do grande número de ônibus avariados. O vandalismo foi registrado no 2º Distrito Policial de Suzano, que investiga o caso. Nenhum dos autores dos danos tinha sido identificado até a tarde.

"O vandalismo gera um ciclo vicioso onde a população perde sempre: tanto os usuários quanto os que trabalham no setor público. A Radial lamenta o incidente, se solidariza com seus funcionários e clientes e aguarda providências do poder público", informou a empresa.

O presidente do Sindicato dos Condutores de Mogi e Região, Félix de Barros, disse que os incidentes mostram a situação de insegurança do transporte coletivo no município. "Hoje o trabalhador acorda com medo de ir para o trabalho e muitos estão passando por psicólogo. Queremos uma providência dos órgãos competentes."

Barros disse ter denunciado a atuação de motoristas clandestinos, com veículos particulares "fechando" os ônibus para disputar passageiros. "Não sabemos de onde vêm esses carros, pois eles não usam identificação."

'PCC'

No dia 6 de novembro, um grupo de aos menos 200 motoristas clandestinos fez uma passeata na cidade cobrando a regularização do transporte. À frente, eles levaram uma faixa com os dizeres "Prefeito Cumpra o Combinado", em que as iniciais PCC estava grafadas com destaque, em vermelho.

O ato, que tinha o objetivo de pressionar o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) a regularizar o transporte, foi entendido como um vínculo do grupo com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma ameaça subliminar ao prefeito. O líder perueiro, Junior Bernardino Barbosa, negou a ligação e disse que o destaque foi feito por conta da gráfica que confeccionou o cartaz.

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