Campo Largo lança plano de contingência para a varíola dos macacos

A Prefeitura de Campo Largo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que o departamento de Vigilância em Saúde, em conjunto com os integrantes do Comitê de Enfrentamento às Emergências em Saúde Pública, elaborou um Plano de Contingência – Monkeypox para enfrentamento da doença, monitoramento dos casos e assistência médica de qualidade à população. 

Segundo a diretora do departamento, Viviane do Rocio Janz Moretti, “desde o anúncio do primeiro caso no Brasil estamos acompanhando a situação e seguindo as orientações do Ministério da Saúde. Com a evolução do cenário epidemiológico global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em 23 de julho de 2022, elevando o nível de preocupação com a doença e apontando a necessidade de ampliação da capacidade para contenção da sua transmissão nos países. Então acionamos o já existente Comitê de Enfrentamento às Emergências em Saúde Pública, para determinação dos fluxos de atendimento, notificação e elaboração do Plano Municipal de contingência a essa doença”.

O documento foi disponibilizado para profissionais da saúde do município e está em https://bit.ly/planoCLmonkeypox para consulta. Nele estão definidas as responsabilidades e fluxos para lidar com o vírus, diagnóstico e atendimento dos casos suspeitos de Monkeypox, visando à integralidade das ações na prevenção e monitoramento da doença, bem como na assistência à saúde da população. O plano de contingência é extenso e abrange objetivos, níveis de resposta, cenário epidemiológico, características gerais da doença, transmissão e manifestação clínica, definições de caso, de contato, diagnósticos, notificações, fluxo assistencial, tratamento, organização da resposta e contatos municipais. 

“As ações implantadas pela Secretaria Municipal de Saúde promovem a assistência adequada ao paciente, vigilância epidemiológica sensível e oportuna, bem como ações de comunicação. Essas diretrizes têm por objetivo auxiliar os serviços de saúde e já estão em funcionamento em todas as UBS e na UPA de Campo Largo”, explica a diretora.

A Secretária de Saúde do município, Danielle Fedalto, reitera que “nosso objetivo com esse plano é estarmos previamente preparados para oferecer aos profissionais e gestores de saúde informações estratégicas de contenção, controle e orientações assistenciais, epidemiológicas e laboratoriais úteis para gestão de emergência. A pasta faz questão de comunicar a população, pois visamos prestar o melhor atendimento aos campo-larguenses. E também queremos evitar a disseminação de informações falsas”. 

Número de casos – Atualmente Campo Largo possui três casos positivos para Monkeypox, e dois aguardando exame laboratorial. Todos os confirmados estão bem, já concluíram o período de isolamento, de acordo com os protocolos vigentes.

Que doença é essa? – A Monkeypox é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus Monkeypox, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae, cuja transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado (pode ser com material corporal humano contendo o vírus). Observa-se que a doença viral tem sido transmitida, principalmente, por meio do contato pele a pele. Ou seja, pelo contato direto pessoa a pessoa, de várias formas: por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais como pus, sangue e saliva da pessoa doente. Geralmente é uma doença autolimitada, com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, e o período de incubação em média é de 6 a 16 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias. Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, adenomegalia/linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio, fraqueza. 

Sintomas – Caso suspeito é pessoa de qualquer idade que apresente início súbito de lesão em mucosas E/OU erupção cutânea aguda, sugestiva de Monkeypox, única ou múltipla, em qualquer parte do corpo, podendo estar associada a outros sinais e sintomas. “Fique atento aos sinais e sintomas, em especial às erupções na pele. Ao sentir algum sintoma suspeito que possa ser compatível com essa nova doença, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação. Informe se você teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença, use máscara e mantenha as lesões cobertas quando for procurar atendimento. Se possível, isole-se e evite o contato próximo com outras pessoas”, explica Viviane do Rocio Janz Moretti.

Informações da Prefeitura de Campo Largo