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Diálogo e compreensão: promotora orienta pais e professores sobre "Baleia Azul"

Foto: reprodução / facebook - Diálogo e compreensão: MP orienta pais e professores sobre Baleia Azul
Foto: reprodução / facebook

Tentativas de suicídio e casos de automutilação que podem estar relacionados ao chamado ritual "Baleia Azul” têm chamado a atenção do poder público. O Ministério Público do Paraná faz um alerta aos pais para que redobrem os cuidados com os filhos, principalmente adolescentes, com intuito de atuar de modo preventivo e também identificar sinais que possam indicar que estejam participando dos desafios propostos pelo jogo.

A promotora de Justiça Luciana Linero, que atua no Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça (Caop) da Criança e do Adolescente e da Educação do MPPR – Área da Criança e do Adolescente, lembra que durante a adolescência naturalmente os jovens tendem a apresentar um comportamento mais rebelde e vontade mais acentuada de transgredir regras. Além disso, ela comenta que os casos de depressão na adolescência, que podem deixar a pessoa mais suscetível a participar desse tipo de desafio, também têm se tornado mais comuns nos últimos anos.

“Hoje, em função das características da vida moderna, que torna o tempo mais escasso, os pais têm menos tempo para ficar com os filhos. Mas é preciso que usem bem esse tempo, procurando resgatar os vínculos. Os pais têm que dar liberdade aos jovens, mas também devem monitorá-los”, alerta a promotora.  

Ela também ressalta que o diálogo é fundamental para evitar que os filhos se exponham a uma série de riscos. Da mesma forma, é fundamental que sejam identificados sinais de que os jovens possam estar com quadros depressivos ou participando de jogos nocivos, como o Baleia Azul. “Se os pais estiverem atentos, poderão notar mudanças de comportamento, como agressividade, isolamento, tristeza exagerada, ansiedade, cortes e mutilações, gosto súbito por filmes de terror, alterações de sono e distúrbios alimentares. Tudo isso pode ser revelador de um estado atípico e que requer cuidados especiais.”

Confirmadas as suspeitas de depressão, participação em jogos perigosos ou outros quadros preocupantes, Luciana Linero recomenda que os pais procurem apoio de profissionais especializados, como psicólogos e psiquiatras, dependendo do caso. Pontua ainda que os casos associados ao jogo Baleia Azul devem ser comunicados à polícia, já que, em geral, denotam práticas criminosas. 

Com informações do Ministério Público do Paraná