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Atentado na escola de Suzano: que análise fazer?

A tragédia na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) deixou o Brasil em choque. Um homem e um adolescente mataram 10 pessoas em um ataque aos estudantes e funcionários da instituição. Antes, um dos assassinos matou um homem em uma loja de automóveis próxima à escola. Mas que análise se pode fazer desse tipo de evento no contexto brasileiro? Que tipo de avaliação deve-se fazer dos jovens e adultos envolvidos nesses casos? Esse é o tema deste Massa News Live On, que recebe dois especialistas em psicologia.

Crime em Suzano pode estimular ataques

A repercussão do ataque a tiros na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, pode contribuir para a ocorrência de crimes semelhantes, alertam especialistas.

"A divulgação pode potencializar algumas pessoas mais vulneráveis, sugestionáveis a querer reproduzir essa ação", afirma Antonio Serafim, diretor da área de neuropsicologia do Hospital das Clínicas (HC).

A opinião é compartilhada pelo psiquiatra Daniel Martins de Barros, do Instituto de Psiquiatria, também do HC, e colunista do jornal O Estado de S. Paulo. "Eventualmente, pessoas que passam por situação semelhante começam a considerar a mesma hipótese."

Para evitar o aumento de ataques, o psiquiatra diz que é importante, por exemplo, não compartilhar fotos das vítimas mortas. "Divulgar essas informações pode perpetuar o mesmo comportamento", afirma. Nesta quarta-feira, após o ataque, vídeos e fotos das vítimas da tragédia repercutiram nas redes sociais.

O neuropsiquiatra Dartiu Xavier, professor da Faculdade Paulista de Medicina, alerta que o caso deve ser tratado com distanciamento e respeito, sem banalização. A exposição às informações, diz, afeta as pessoas de maneira diferente e, por isso, é preciso cuidado. "Às vezes, um padrão de comportamento acaba sendo imitado. Isso vale para agressão e também para suicídio. Acaba servindo de estímulo", comenta o professor.

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