Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Orgulho Gay: primeira travesti mestra pela UEM pede atenção ao ensino às diferenças

(Foto: Reprodução/Facebook) - Primeira travesti mestra pela UEM pede atenção ao ensino às diferenças
(Foto: Reprodução/Facebook)

Lua Lamberti, primeira travesti formada como mestra na Universidade Estadual de Maringá (UEM), defendeu sua dissertação vestida como drag queen, na última sexta-feira (22). A apresentação reforçou a representatividade LGBTI’s, três dias antes do Dia Nacional do Orgulho Gay, celebrado nesta segunda-feira (25).

A data, criada para destacar o contexto de homofobia no país e celebrar a cultura LGBTI's, também foi reforçada pela travesti, que trouxe a reflexão à educação e ao ensino. Lua explica que as pessoas que se percebem transsexuais, por exemplo, enfrentam a homofobia diariamente: na sala de aula, quando o professor não aceita o nome do aluno ou aluna, ou mesmo quando o estudante é impedido de usar o banheiro, incompreendido por sua opção sexual.

“Diferente de outros indivíduos, uma pessoa trans não pode ir ao banco ou à padaria em segurança. Não sabe se vai voltar viva”, comenta.

As estatísticas nacionais de violência física e verbal contra pessoas da comunidade LGBTI's, motivadas pela opção sexual das vítimas são alarmantes. Dados apontados pela ONG Transgender Europe indicam que o Brasil é o país que mais mata pessoas homossexuais.

A dissertação e o caminho universitário

Lua defendeu a dissertação que discute a ausência de pessoas trans em ambientes de educação formal, intitulada Pe-Drag-Ogia. Ela foi orientada pela professora Eliane Maio, com participação da professora Roberta Parpinelli, que, segundo a mestre, foram essenciais para essa conquista. “Eu aprendi a ser quem sou por causa das mãos que me foram dadas durante esse caminho”, admite Lua.

Lua ressalta que não é a primeira travesti a se pós-graduar na UEM porque é melhor que as outras travestis, mas, porque pessoas encararam um sistema duro e conservador para abrir essa porta para ela.

Colaboração Gabriela Pontes Neves/Rede Massa

Grupo do Massa News no WhatsApp

Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.

  Entrar no grupo