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'A gente não vai a voto sem número', diz Maia, sobre a reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), enfatizou na tarde desta terça-feira, 5, que a PEC da reforma da Previdência não será pautada enquanto as condições não forem favoráveis ao governo. "Vamos fazer conta primeiro para ver se a gente tem número. A gente não vai a voto sem número", declarou ao chegar em seu gabinete no período da tarde. Como se trata de alteração constitucional, o governo precisa de 308 votos para aprovar a proposta em dois turnos.

Maia repetiu o "mantra" de que a matéria precisa passar para garantir a futura aposentadoria dos atuais contribuintes e criar um sistema previdenciário mais equilibrado. O deputado disse que, nas últimas semanas, o tema passou a ser melhor explicado para a sociedade. "Essa emenda constitucional, bem explicada, tenho certeza que a cada dia que passar vai ter mais brasileiros aprovando sua votação", afirmou.

Considerado um avalista da proposta, Maia disse estar seguro que a base aliada terá votos suficientes para aprovar a PEC, mas que não sabe ainda se pautará o tema já para a próxima semana.

Questionado sobre a possibilidade de fechamento de questão na bancada do DEM, Maia disse que um partido historicamente defensor de um Estado com contas ajustadas apoia a reforma e que conversando, o DEM terá um número expressivo de votos pró reforma. "O DEM tem votado majoritariamente com a orientação do líder e do presidente sem fechar questão. Acho que, conversando, o DEM terá um número bem grande de parlamentares votando a reforma da Previdência", desconversou.

No momento em que o governo pressiona os líderes partidários a obrigar seus liderados a votar a favor da PEC, Maia admitiu que, se a bancada do PSDB fechar questão, outros também devem seguir o exemplo dos tucanos.

Maia disse que ainda não sabe se aumentou a margem de votos a favor da PEC, mas que os partidos ainda estão conversando internamente. "Tenho muita esperança que a gente possa votar este ano. Essa matéria será votada em algum momento. Quanto mais distante do dia de hoje, maior será a necessidade da reforma, mais dura será a reforma", previu.

O parlamentar destacou que não há espaço no calendário para que o tema tenha condições de ser votado no Senado em 2017, uma vez que as atividades legislativas se encerram em poucas semanas.

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