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Abecip: índice de preço ajudará BC e Fazenda a formatarem políticas de habitação

O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto Duarte, afirmou que o índice de preços da entidade, lançado nesta terça-feira, 22, vai contribuir para o Banco Central e o Ministério da Fazenda formatarem as políticas de habitação do Brasil. O indicador, conforme ele, será mensal, retroativo a janeiro de 2014 e conta com 1,5 milhão de negócios fechados nos últimos três anos.

"O Índice Geral do Mercado Imobiliário - Residencial (IGMI-R ABECIP) trará os preços dos imóveis, mas também oferta e procura, escassez", resumiu ele, em evento, nesta noite. "Um terço da riqueza das pessoas está em imóveis", acrescentou Duarte.

O diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso, também ressaltou que o índice de preço é um dos indicadores mais importantes do setor imobiliário, uma vez que é utilizado pelo governo para definição das políticas públicas. Ele lembrou que a ideia do desenvolvimento do índice surgiu em 2010, quando Alexandre Tombini, ainda diretor do BC, lançou esse desafio em um evento do órgão regulador.

Na visão de Damaso, o setor imobiliário tem desafios estatísticos para continuar crescendo nos próximos anos. "Há um espaço grande a ser ocupado pelo crédito imobiliário. Não tenho dúvidas de que no novo ciclo de crédito, o financiamento imobiliário será um dos principais componentes", afirmou ele.

O diretor do BC disse ainda que o setor imobiliário precisa se acomodar em meio ao cenário de elevado nível de distratos de imóveis. Segundo ele, o desenvolvimento do crédito imobiliário está no radar do regulador, mas precisa transitar para um novo modelo que permita alcançar um novo patamar para o segmento no Brasil na próxima década.

"É consenso, tanto do lado das instituições financeiras como do segmento, que o crédito imobiliário não alavancará um patamar muito maior diante da complexidade, travas, problemas de concentração e baixa atratividade de capital novo", avaliou Damaso, citando o mercado de capitais como uma alternativa para canalizar funding para o segmento. "As letras imobiliárias garantidas (LIGs) podem dar suporte ao mercado", acrescentou.