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Aeroporto de BH inaugura terminal com investimento de R$ 870 milhões

JOANA CUNHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte vai inaugurar na terça-feira (6) seu novo terminal, resultado de um investimento de R$ 870 milhões da concessionária BH Airport.

A expansão eleva em mais de 60% a área já existente do aeroporto e acrescenta 17 novas pontes de embarque, aumentando sua capacidade para 22 milhões de passageiros por ano. Como base de comparação, o aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, tem capacidade para 48 milhões de passageiros por ano.

O complexo de obras, que inclui a implantação deste novo terminal, abrange a reconfiguração do sistema viário de acesso ao aeroporto, a ampliação da área de pátio para aeronaves e novas vagas de estacionamento, além da revitalização do terminal antigo.

"O momento econômico do Brasil é crítico, com queda na demanda. Se olhássemos com perspectiva de retorno imediato, não se justificaria, mas o investimento é feito com perspectiva de crescimento no médio e no longo prazo", diz Paulo Rangel, diretor-presidente da BH Airport.

Segundo ele, dos R$ 870 milhões investidos, aproximadamente R$ 120 milhões se referem a obras que deveriam ter sido concluídas pelo poder público.

IMBRÓGLIO

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte é um dos que passaram a ser concedidos à iniciativa privada a partir de 2012, com participação da Infraero de 49%. Os acionistas da BH Airport são Grupo CCR, Aeroporto de Zurich e Infraero.

Quando completou um ano sob administração da iniciativa privada, o aeroporto teve dificuldades, com obras em atraso que eram responsabilidade da Infraero.

A reforma e ampliação do terminal 1, o antigo, virou um imbróglio jurídico que paralisou as obras, quando a Secretaria de Aviação Civil pediu que a BH Airport fizesse uma proposta para assumir também esse investimento.

"Ainda resta um valor substancial, de um saldo de obras que foram paralisadas e que ainda são responsabilidade do poder público", diz Rangel.

Estima-se que as obras requerem cerca de R$ 300 milhões em investimentos a serem destinados ao terminal 1, que tem mais de 30 anos, para recuperações na pista e sistemas internos como o ar condicionado.

Segundo Rangel as reformas feitas até agora buscaram adequar a identidade visual do novo terminal com as instalações da estrutura antiga.

O executivo evita fazer avaliações aprofundadas sobre o anúncio feito pelo governo nesta quarta-feira (30) das regras para a primeira rodada de privatização do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI) com a venda dos aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre. A estatal Infraero não participará dessa vez.

Ele diz que em sua opinião pessoal, considera positivo que o poder concedente ofereça melhores condições para que a concessionária faça uma avaliação dos riscos adequada.

Em entrevista à Folha no primeiro semestre deste ano, Renato Alves Vale, presidente do Grupo CCR, um dos acionistas da BH Airport, afirmou que a redução da participação da Infraero nos aeroportos seria bem-vinda e que ela não agrega valor aos empreendimentos.