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Ampliação do limite do FGTS para compra de imóvel ajuda a dar liquidez ao estoque

A declaração feita na quarta-feira, 15, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmando o aumento para R$ 1,5 milhão no valor limite de imóveis que podem ser financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - conforme antecipado pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) em reportagem de 2 de fevereiro - é uma notícia positiva para as empresas do mercado imobiliário. Hoje, esse limite é de R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Portanto, a elevação do teto seria de 59%.

A flexibilização favorecerá a comercialização do estoque das incorporadoras que atuam na produção de imóveis para consumidores de média e alta renda, como é o caso de Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, PDG, Rossi e Rodobens.

Entre todas essas companhias, a mais beneficiada deve ser a Eztec, que possui 37% de estoque composto por unidades entre R$ 750 mil e R$ 1,5 milhão, de acordo com cálculo feito pela equipe de análise de construção civil do banco JP Morgan. Nas outras companhias, esse patamar é de: Rossi (24%), Gafisa (22%), Rodobens (12%), Cyrela (11%), PDG (10%) e Even (9%).

Nesta quinta-feira, 16, às 12h45, todas as ações de incorporadoras listadas no Índice Imobiliário (Imob) eram negociadas em alta. O movimento era liderado pela Rossi, em alta de 3,20%, cotada a R$ 9,67.

Apesar de antecipar a mudança no limite, Meirelles não declarou a partir de quando terá início a medida, nem a quantidade de recursos do FGTS que será destinada para esse tipo de operação.

O Broadcast apurou que o financiamento pode ser restrito para a compra de unidades novas e prontas, excluindo casas e apartamentos usados, nas mãos de pessoas físicas. Com isso, a medida teria o objetivo específico de ajudar a desovar o estoque das empresas.

O estoque de imóveis novos disponíveis para comercialização no País no fim de novembro totalizou 120,7 mil unidades, o que representa um crescimento de 2,5% em relação a outubro e alta de 10,5% em relação a novembro do ano anterior. Os dados fazem parte da pesquisa mais recente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que reúne os resultados das 19 maiores incorporadoras do País.

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