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Após sessão volátil, bolsas de NY recuam com petróleo, Draghi e balanços

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 20, pressionadas pela queda acentuada do petróleo, pela fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que uma extensão do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) não foi discutido na última reunião de política monetária e pela perspectiva de aumento de juros nos EUA. Além disso, resultados corporativos mistos também contribuíram para a volatilidade, embora alguns números positivos tenham conseguido limitar as perdas.

O índice Dow Jones terminou em baixa de 0,22%, aos 18.162,35 pontos; o Nasdaq caiu 0,09%, aos 5.241,83 pontos; e o S&P 500 recuou 0,14%, aos 2.141,34 pontos.

Após atingir o maior nível em um ano na sessão de ontem, os preços do petróleo tiveram um dia de realização de lucros e recuaram cerca de 2%. As ações da Halliburton, por exemplo, caíram 0,65%.

Outro fator que não agradou o mercado foi a fala de Draghi. O presidente BCE afirmou em coletiva de imprensa em Frankfurt, após a decisão do banco de manter a taxa de refinanciamento inalterada em 0% e a de depósito em -0,40%, que não houve discussão sobre a extensão do Programa de Relaxamento Quantitativo (QE, na sigla em inglês) para além de março de 2017. "Nós não discutimos a redução do nível nem o horizonte de nosso programa de compra de bônus", disse. A perspectiva de que os estímulos na Europa estão com os dias contados pesou no humor dos investidores.

Além disso, as apostas de que um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) virá em dezembro também levou cautela aos mercados. Na noite de ontem, o presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, disse que espera ver uma elevação dos juros ainda neste ano nos EUA. Dudley vota nas decisões do banco central americano. Diante disso, a chance de uma elevação na reunião de política monetária de dezembro subiu para 73,6%, de 64,8% de ontem, de acordo com dados do CME Group baseados nas apostas dos investidores sobre os futuros dos Fed funds.

No cenário corporativo, balanços mistos limitaram as perdas e garantiram algum ganho ao longo da sessão. A American Airlines teve lucro líquido de US$ 737 milhões no terceiro trimestre do ano, representando menos da metade do ganho de US$ 1,69 bilhão obtido em igual período de 2015. Na mesma comparação, o lucro por ação caiu para US$ 1,40, de US$ 2,49. Com ajustes, no entanto, o ganho por ação foi de US$ 1,76, superando a previsão de analistas consultados pela Thomson Reuters, de US$ 1,69. A ação fechou em alta de 9,06%.

Já o papel da Verizon recuou 2,7% depois que a empresa reportou queda na receita e retração crescimento de assinantes, além de informar que está avaliando se renegociará a aquisição do Yahoo, após a violação de dados anunciado recentemente pela empresa de internet. O setor de telecomunicações foi pressionado e o índice do segmento no S&P 500 caiu 2,1%. (Com informações da Dow Jones Newswires)