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Bandeira verde e fiscal aliviam, mas juros futuros fecham em alta com política

As notícias de que a conta de luz voltará a ter bandeira tarifária verde, ou fim da cobrança adicional, em dezembro, e de que o Governo Central teve um superávit primário de R$ 40,814 bilhões em outubro, acima do teto do intervalo de estimativas, trouxeram algum alívio à tarde ao avanço dos juros futuros na tarde desta sexta-feira, 25. Ainda assim, as taxas fecharam em alta expressiva, sustentada pelo cenário político conturbado.

O dia começou com disparada dos juros, em meio à repercussão da informação de que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse à Polícia Federal que o presidente Michel Temer o "enquadrou" para tentar buscar uma saída para o impasse na liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador, onde o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, comprou um apartamento. A conversa com Temer teria sido gravada por Calero. No fim da manhã, a renúncia de Geddel ao cargo reduziu a pressão no mercado.

"O mercado melhorou com a saída de Geddel, voltou a piorar e depois, com a bandeira verde e superávit, voltou a melhorar. Mas o cenário político ficou bastante conturbado", disse um operador. Segundo ele, a percepção é de que a insatisfação com o governo já está crescendo e representa risco ao ajuste fiscal. "E ainda tem o risco de Trump (presidente dos EUA) fazer anúncios a qualquer momento."

Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 12,16%, na mínima, ante 12,14% no ajuste de quinta-feira. O DI para janeiro de 2019, de 11,76%, ante 11,67%. No trecho longo, o DI para janeiro de 2021 indicava 12,06%, de 11,88% no ajuste anterior.