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BCE apoia bolsas europeias, mas Londres recua com impasse em torno do Brexit

Os mercados acionários europeus receberam suporte da visão "dovish" de diversos dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) e encerraram o pregão desta quarta-feira, 16, em alta. Um movimento de cautela, contudo, predominou em Londres, onde os negócios foram marcados por perdas diante das incertezas políticas e em torno do processo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Assim, o índice pan-europeu Stoxx 600 chegou ao fim da sessão em alta de 0,54%, cotado a 350,59 pontos.

Comentários feitos na tarde de terça-feira pelo presidente do BCE, Mario Draghi, continuaram a repercutir nos negócios. De acordo com ele, a política monetária da instituição continuará acomodatícia, tendo em vista que "uma quantidade significativa de estímulos" ainda é necessária para apoiar o avanço da inflação rumo à meta de quase 2% em base anual. O dirigente também conseguiu apoiar novos ganhos nas bolsas europeias ao dizer que a orientação futura do BCE é reforçada pelos reinvestimentos do "estoque considerável de ativos" que a autoridade monetária adquiriu e continua a fornecer o grau de acomodação necessário para a economia.

Outros dirigentes do BCE fizeram coro às falas de Draghi. Presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau comentou que as altas de juros na zona do euro irão depender da situação econômica da região e afirmou que o processo será "extremamente gradual". Já Yves Mersch, que integra o conselho executivo do BCE, pontuou que a política monetária acomodatícia terá continuidade na região "pelo tempo em que ela se mostrar necessária".

Apesar de a notícia não ser muito positiva para as instituições financeiras, que esperam por juros ligeiramente mais altos, o índice bancário do Stoxx 600 fechou em alta de 2,51%, cotado a 141,34 pontos. Grande parte desses ganhos veio das ações do Deutsche Bank que, em Frankfurt, fecharam em alta de 9,04%, ajudando o índice DAX a apresentar avanço de 0,36%, para 10.931,24 pontos. O banco foi apoiado pela notícia de que o governo alemão está trabalhando "nos bastidores" para angariar apoio para uma fusão entre o Deutsche Bank e o Commerzbank (+6,51%) entre os reguladores. Enquanto alguns supervisores bancários são a favor de uma fusão devido á sua potencial redução de custos, outros estão cautelosos com os riscos que isso acarretaria.

Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,71%, para 8.912,70 pontos; o PSI 20, de Lisboa, caiu 0,08%, para 4.998,62 pontos; e o FTSE MIB, da bolsa de Milão, chegou ao fim do dia cotado a 19.477,77 pontos, em alta de 1,63%. Em Paris, o CAC 40 também foi apoiado pelo viés "dovish" do BCE e subiu 0,51%, para 4.810,74 pontos.

Na bolsa de Londres, o índice FTSE 100 destoou dos demais e fechou em queda de 0,47%, para 6.862,68 pontos. Por lá, continuaram os desdobramentos em torno do Brexit e a expectativa pela moção de desconfiança contra a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May. No day after da rejeição do Parlamento britânico ao acordo do Brexit por 432 votos a 202, May afirmou que as duas possibilidades para evitar um cenário de separação abrupta da União Europeia são aprovar os documentos que ela negociou ou revogar o acionamento do Artigo 50, cancelando todo o processo. No entanto, ela garantiu que "este governo não vai fazer isso", referindo-se a desistir do processo.

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