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Bolsas caem em NY com incertezas políticas nos EUA

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 4, com o S&P 500 atingindo o nono pregão de baixa consecutivo - a maior sequência desde 1980 - diante das incertezas em torno da eleição presidencial nos EUA. Além disso, o relatório positivo de emprego nos EUA (payroll) forneceu mais argumentos para uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro.

O Dow Jones terminou em queda de 0,24%, aos 17.888,28 pontos, atingindo o sétimo pregão de baixa, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 tiveram o nono pregão de retração, recuando 0,24%, aos 5.046,37 pontos, e 0,17%, aos 2.085,18 pontos, respectivamente. A última vez que o índice S&P 500 caiu nove dias seguidos foi em 11 de dezembro de 1980 - quando perdeu 9,4%. Na semana, os índices tiveram retração de 1,50%, 2,77% e 1,94%, nesta ordem.

O bom humor até chegou a aflorar nesta tarde em Wall Street, mas com a aproximação do fim do pregão a cautela prevaleceu e os investidores se mostraram avessos a riscos antes das eleições nos EUA, que acontecem na próxima terça-feira, 8. As últimas pesquisas de intenção de voto, embora apontem vantagem de Hillary, mostram um quadro de empate técnico quando considerada a margem de erro. No modelo desenvolvido pelo site FiveThirtyEight, as chances de Hillary vencer, que chegaram a 90% em meados de outubro, no final desta tarde estavam em 64%, abaixo, ainda, dos 68% registrados perto do meio-dia. Investidores temem uma vitória do republicano Donald Trump por causa da falta de clareza de seus planos fiscal e econômico, além de sua postura mais radical.

A tensão no mercado acionário é tanta que o Índice de Volatilidade da CBOE (VIX, na sigla em inglês), medidor de medo de Wall Street, subiu pelo nono dia seguido nesta sexta-feira, registrando a maior sequência de altas já registrada na história. O indicador - que usa as opções do S&P 500 para medir as expectativas dos traders em relação às oscilações nos mercados de ações - fechou em alta de 1,95%, a 22,51.

"Há uma ansiedade no mercado em geral impulsionada pela eleição", disse Megan Greene, economista-chefe da Manulife Asset Management.

"Aconteceu, mas tem sido mais grave do que eu mesmo imaginei", disse Craig Hodges, gerente de carteira da Hodges Capital Management, que se prepara para uma volatilidade ainda maior. "Ainda podemos ver queda de 5% se ocorrer um resultado surpresa nas eleições", acrescentou.

Outro fator que contribuiu para a cautela nos mercados acionários foi o payroll, que reforçou os argumentos para uma elevação de juros nos EUA. A economia do país gerou 161 mil empregos em outubro, informou o Departamento do Trabalho, abaixo da previsão, de 173 mil. No entanto, houve revisões para cima nos dados dos dois meses anteriores e os salários têm aumentado. A taxa de desemprego caiu de 5,0% para 4,9%.

A retração de mais de 1% do petróleo também contribuiu para as perdas das ações.(Com informações da Dow Jones Newswires)