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Bolsas caem em NY pressionadas por ações de consumo, balanços e dado fraco

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 25, com as ações de consumo discricionário liderando as perdas depois de uma série de relatórios de lucros decepcionantes. Além disso, a fraque da confiança do consumidor americano também gerou cautela no mercado.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,30%, aos 18.169,27 pontos, o Nasdaq caiu 0,50%, aos 5.283,40 pontos e o S&P 500 perdeu 0,38%, aos 2.143,16 pontos.

Desde o início da temporada de balanços, os índices têm se beneficiado com resultados positivos. Mais de um quarto das empresas negociadas no S&P 500 já divulgaram seus balanços e levavam o índice para um ligeiro crescimento no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, o que seria uma reversão após cinco trimestres de declínio. No entanto, resultados fracos de empresas ligadas ao setor de consumo discricionário - bens e serviços que não são considerados essenciais aos consumidores - pressionaram os índices nesta terça-feira e reverteram o desempenho positivo do S&P 500.

Entre os destaques de queda, as ações da Whirlpool caíram 10,78% depois que a companhia disse que as vendas e os lucros recuaram mais do que o esperado e deu uma perspectiva pessimista para o ano. A empresa, controladora das marcas Brastemp e Consul no Brasil, divulgou hoje que teve lucro líquido de US$ 238 milhões no terceiro trimestre do ano, ligeiramente maior que o ganho de US$ 235 milhões obtido em igual período de 2015. Na mesma comparação, o lucro por ação subiu para US$ 3,10, de US$ 2,95.

Com ajustes, o ganho por ação da Whirlpool ficou em US$ 3,66, abaixo da projeção da FactSet, de US$ 3,86. A receita caiu para US$ 5,25 bilhões no último trimestre, de US$ 5,28 bilhões um ano antes, ficando também aquém da previsão do mercado, de US$ 5,32 bilhões.

Já as ações da General Motors recuaram 4,18%. A montadora informou que o lucro líquido dobrou, mas o declínio da libra por causa da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia poderia prejudicar seus negócios no quarto trimestre.

Por outro lado, as ações da Procter & Gamble finalizaram em alta de 3,41% e limitaram as perdas em Nova York. A empresa informou que teve lucro líquido de US$ 2,71 bilhões no terceiro trimestre do ano, um pouco maior que o ganho de US$ 2,6 bilhões obtido em igual período de 2015. O lucro por ação subiu para US$ 0,96, de US$ 0,91 um ano antes.

Também nesta terça-feira, o Conference Board informou que seu índice de confiança do consumidor caiu a 98,6 em outubro, na comparação com setembro, que teve o índice revisado de 104,1 para 103,5. A projeção era de queda menor, para 101,2. A perspectiva negativa para o consumo também pesou nas ações. Fonte: Dow Jones Newswires