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Bolsas de NY fecham em alta, puxadas por forte alta do petróleo

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (15), ajudadas pela valorização acentuada do petróleo, que impulsionou o setor de energia. O setor de tecnologia também ajudou as bolsas a subirem, mostrando recuperação após a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais americanas.

O índice Dow Jones terminou em alta de 0,29%, aos 18.923,06 pontos; o Nasdaq ganhou 1,10%, aos 5.275,62 pontos e o S&P 500 avançou 0,75%, aos 2.180,39 pontos.

A alta no setor de energia foi influenciada pelo petróleo, que teve fortes ganhos na sessão de hoje por causa de países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terem se declarado a favor de um corte na produção da commodity. A reunião que decidirá esse possível corte na produção será realizada em 30 de novembro. As ações da ExxonMobil subiram 1,81%, enquanto as da Chevron ganharam 2,22%. Ainda no setor de energia, a Chesapeake teve alta de 10,60% e a Murphy Oil, de 9,11%.

No setor de tecnologia, as principais empresas de tecnologia dos EUA reverteram as perdas e passaram a subir, após fecharem no vermelho nos últimos dias em virtude do "efeito Trump", colaborando para a alta do índice Nasdaq na sessão de hoje. O Facebook ganhou 1,84%; a Apple avançou 1,32%; a Netflix subiu 0,19%; o Google fechou em alta de 2,91% e a Amazon viu suas ações escalarem 3,36%.

Nesta terça-feira, a reação ao "fator Trump" começou a mostrar sinais de desaceleração. "Os mercados ainda estão fazendo suposições sobre o que Trump pode colocar em prática quando assumir a Casa Branca", disse Thomas Wilson, gerente de investimentos sênior da Brinker Capital.

O setor financeiro, que foi um dos que mais ganharam após a vitória de Trump, continuou em alta na sessão de hoje. As ações do Citigroup avançaram 1,41%; o Goldman Sachs subiu 0,96%; e o Morgan Stanley fechou em alta de 1,65%. Na contramão, as ações do JPMorgan recuaram 0,19%.

No cenário macroeconômico, quatro dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) comentaram sobre uma possível elevação nas taxas de juros em dezembro. Enquanto Eric Rosengren, presidente do Fed do Boston, mostrou-se a favor de uma alta nos juros na próxima reunião, Daniel Tarullo, dirigente do Fed, afirmou que ainda há motivos para "cautela" em relação à elevação nos juros. Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, disse que é hora de começar a elevar e "normalizar" as taxas de juros porque elas estariam criando distorções no mercado. O vice-presidente do BC americano, Stanley Fischer, acabou não dando declarações sobre política monetária em um evento em Washington. (Com informações da Dow Jones Newswires)