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Bolsas de NY recuam diante do nervosismo com 'risco Trump' e antes do Fed

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 1, mas reduziram as perdas no final do pregão, após terem recuado mais de 1%. Os investidores seguiram pessimistas no primeiro dia do mês em que acontece a eleição presidencial nos EUA depois que a pesquisa mais recente mostrou o candidato republicano, Donald Trump, à frente da democrata Hillary Clinton. Contribuíram com as perdas a cautela antes da decisão de juros pelo Federal Reserve (Fed) e dados mistos dos EUA.

O Dow Jones cedeu 0,58%, aos 18.037,10 pontos, o Nasdaq caiu 0,69%, aos 5.153,58 pontos e o S&P 500 recuou 0,68%, aos 2.111,72 pontos. O mau desempenho do petróleo também refletiu nas bolsas.

A aproximação das eleições nos EUA - em 8 de novembro - tem deixado os investidores temerosos, principalmente depois que a mais recente pesquisa mostrou Trump com 46% das intenções de voto, contra 45% de Hillary, de acordo com o ABC News/Washington Post.

Embora a vantagem de apenas um ponto de Trump sobre Hillary seja estatisticamente insignificante, é a primeira vez que o Republicano aparece à frente em uma pesquisa da ABC News/Washington Post desde maio e mostra o impacto que a reabertura pelo FBI da investigação sobre os e-mails da democrata teve nos eleitores. O chamado "risco Trump" tem aumentado e deixado os investidores temerosos devido à sua falta de clareza nos planos fiscal e econômico.

Para se ter ideia do pessimismo no mercado, o Índice de Volatilidade da CBOE, um medidor de medo de Wall Street, subiu pelo sexto dia consecutivo a níveis não vistos desde o resultado surpresa que desencadeou na saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). O índice usa as opções do S&P 500 para medir as expectativas dos traders em relação às oscilações nos mercados de ações. Nesta terça, o índice subiu de 19,75% para 20,43%, o maior nível desde 27 de junho, quatro dias após o Brexit vencer. Alguns analistas têm comparado o "risco Trump" com o Brexit.

O S&P 500 chegou a cair para baixo dos 2.100 pontos no intraday pela primeira vez desde o início de julho, com o setor imobiliário em queda de 1,5%. Esta queda ultrapassou a barreira do suporte e abriu mais espaço para vendas.

"À medida que nos aproximamos da eleição, as pessoas começam a ficar cada vez mais nervosas", disse Mohit Bajaj, diretor de soluções de negociação de ETF na WallachBeth Capital. A corrida para os títulos, bem como investidores fechando posições de alta, provavelmente exacerbou as vendas de ações, acrescentou Bajaj.

A cautela antes da decisão de juros do Fed também pesou. Embora o mercado não espere um aperto monetário amanhã, eles aguardam por sinais de uma possível alta em dezembro. Dois indicadores de indústria divulgados hoje nos EUA contribuíram para esta percepção.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria dos Estados Unidos subiu de 51,5 em setembro para 53,4 em outubro, o resultado mais forte em um ano na pesquisa da Markit. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta menor, para 53,1.

Já o PMI do setor industrial medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM) subiu de 51,5 em setembro para 51,9 em outubro. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta maior, para 52,0.

Por outro lado, os investimentos em construção caíram 0,4% entre agosto e setembro, informou o Departamento do Comércio. O resultado frustrou a expectativa de analistas, que previam alta de 0,5% nos gastos.(Com informações da Dow Jones Newswires)