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Bolsas europeias fecham em baixa, pressionadas por bancos e Reino Unido

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta quarta-feira, 23, a primeira queda em três sessões, pressionadas por bancos, certa realização de lucros em Nova York após dois dias de recorde nos fechamentos, além da fala do ministro de Finanças do Reino Unido, Phillip Hammond, que afirmou que a economia da região irá crescer em ritmo mais lento do que o previsto nos próximos anos. Também influenciaram as bolsas europeias os preços do petróleo e a véspera do feriado de Ação de Graças nos EUA, que reduz o número de negócios.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,07%, aos 340,77 pontos. A bolsa de Londres terminou em baixa de 0,03%, aos 6.817,71 pontos; Paris caiu 0,42%, aos 4.529,21 pontos, e Frankfurt perdeu 0,48%, aos 10.662,44 pontos. A bolsa de Milão avançou 0,07%, aos 16.532,26 pontos; Madri caiu 0,28%, aos 8.627,50 pontos, e Lisboa recuou 0,33%, aos 4.427,03 pontos.

O ministro das Finanças do Reino Unido, Phillip Hammond, afirmou, no Parlamento britânico, que a economia da região irá crescer mais lentamente do que o previsto anteriormente. Como uma saída para aliviar os efeitos do Brexit, Hammond também afirmou que o governo planeja investir mais em infraestrutura, na tentativa de impulsionar a produtividade. A fala do ministro impulsionou as ações de mineradoras. A Anglo American avançou 2,44%, a Rio Tinto subiu 0,86% e a Glencore ganhou 1,27%.

Hammond também falou sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. De acordo com o ministro de Finanças britânico, o trabalho do governo será impulsionar a economia para garantir que turbulências relacionadas à questão possam ser resolvidas caso apareçam. "Nossa tarefa é preparar nossa economia para ser resiliente no momento em que sairmos da UE e nos ajustamos às transições que seguirão", disse.

Durante a manhã, o petróleo, que permaneceu majoritariamente em baixa, também influenciou nas negociações. As incertezas se voltam para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que pode decidir um corte na produção da commodity no dia 30 de novembro. As ações da Royal Dutch Shell fecharam em queda de 0,30%, as da Repsol recuaram 0,24% e as da BP subiram 0,42%.

Em Milão, as atenções se voltam ao referendo sobre uma reforma na Constituição, marcado para 4 de dezembro. A população italiana irá decidir se apoia que o governo tenha mais poderes para aprovar reformas fiscais ou não. Os investidores temem que caso o "não" vença, os bancos possam ser mais penalizados devido à instabilidade que irá gerar dentro do governo, uma vez que o premiê, Matteo Renzi, anunciou que renunciará. Alguns bancos, que se recuperaram levemente na sessão de terça-feira, voltaram a recuar nesta quarta. O Unicredit caiu 0,50% e o Intesa Sanpaolo recuou 0,68%. Em Paris, o Crédit Agricole perdeu 0,73% e o BNP Paribas teve baixa de 0,22%. Já em Frankfurt, o Commerzbank caiu 1,74% e o Deutsche Bank recuou 0,07%.

Já em Paris, as ações do Airbus subiram 2,4% depois que relatórios mostraram que a companhia planeja cortar pelo menos mil empregos como parte de uma reestruturação, que está em andamento.