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Bolsas europeias fecham na maioria em queda, com Reino Unido, petróleo e balanço

As principais bolsas europeias fecharam na maioria em baixa nesta quinta-feira, 3, em uma sessão marcada por notícias vindas do Reino Unido. Os investidores também monitoraram balanços de empresas, em um quadro de cautela dias antes da eleição presidencial dos EUA, que ocorre na terça-feira, 8. Além disso, a piora do petróleo ao longo da sessão pressionou o setor de energia.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou quase estável, em alta de 0,04% (0,13 pontos), em 331,68 pontos. A bolsa de Londres fechou em queda de 0,80%, aos 6.790,51 pontos; Paris recuou 0,07%, aos 4.411,68 pontos, e Frankfurt perdeu 0,43%, para 10.325,88 pontos. Já a bolsa de Milão fechou em queda de 0,33%, aos 16.419,90 pontos, enquanto Lisboa caiu 0,18%, aos 4.539,68 pontos. Por outro lado, a bolsa de Madri subiu 0,07%, aos 8.879,68 pontos.

As principais notícias do dia vieram do Reino Unido. O mercado acionário londrino reagiu a dois fatores. Um deles foi uma decisão da Suprema Corte do Reino Unido, que determinou que o governo da premiê, Theresa May, precisa consultar o Parlamento sobre o processo de separação do país da União Europeia, o chamado Brexit. Ainda assim, algumas empresa que se beneficiaram com uma demora no Brexit ou mesmo com uma versão mais diluída dessa separação tiveram ganhos, como empresas de varejo, companhias aéreas e bancos. As ações do Barclays, por exemplo, subira 1,810%.

Depois disso, a bolsa ficou ainda mais pressionada com a decisão do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que manteve a política monetária, mas sinalizou que haverá mais dificuldades para novos estímulos no país. Ao passo que o petróleo foi piorando, as bolsas europeias foram acompanhando e terminaram em terreno negativo.

Em Frankfurt, as ações da Lufthansa, que subiram 6,1%, limitaram as perdas. O papel se recuperou depois de perder terreno na quarta-feira com a notícia de que a Ryanair voará a partir de Frankfurt, principal hub da Lufthansa.

Na agenda de balanços corporativos divulgados, o Credit Suisse teve lucro líquido de 41 milhões de francos suíços (US$ 42,2 milhões) no terceiro trimestre do ano, que representou apenas uma fração do ganho de 779 milhões de francos obtido em igual período de 2015. Apesar da forte queda no lucro, o resultado surpreendeu os analistas, que previam prejuízo de 174 milhões de francos no último trimestre. A ação do banco caiu 7%

Já a petrolífera espanhola Repsol divulgou hoje que teve lucro líquido de 481 milhões de euros (US$ 534,9 milhões) no terceiro trimestre do ano, revertendo prejuízo de 221 milhões de euros verificado em igual período de 2015. A melhora do resultado veio em meio aos esforços da empresa de reduzir custos, diante da prolongada tendência de queda nos preços do petróleo. A ação da companhia fechou em alta de 1,17% e garantiu o leve ganho da Bolsa de Madri.

Entre os indicadores do dia, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Reino Unido avançou de 52,6 em setembro para 54,5 em outubro, segundo relatório da Markit e do CIPS, atingindo o maior nível desde janeiro. O resultado superou a previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, de 52,8.

Além disso, a taxa de desemprego na zona do euro ficou em 10% em setembro, atingindo o menor patamar desde junho de 2011, segundo dados publicados hoje pela Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia. Com isso, a taxa igualou a de agosto, que foi revisada para baixo, de 10,1% a 10%. O resultado veio em linha com a previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires. (Com informações da Dow Jones Newswires)