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Bolsas fecham sem direção única em NY com balanços mistos e queda do petróleo

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta quarta-feira, 26, com os investidores digerindo balanços corporativos mistos, além da queda acentuada do petróleo.

Resultados trimestrais têm pautado o movimento dos investidores nas últimas sessões. Ontem, após o fechamento os mercados, a Apple anunciou lucro acima do esperado, mas que configurou na terceira queda consecutiva e na primeira retração anual desde 2001. Diante disso, as ações da empresa encerraram em baixa de 2,25%, levando o índice Nasdaq a terminar em queda de 0,63%, aos 5.250,27 pontos. No mesmo sentido, o S&P 500 caiu 0,17%, aos 2.1398,43 pontos, pressionado pela retração de mais de 1% do petróleo.

Por outro lado, as ações da Boeing avançaram quase 5% após a publicação de seus resultados trimestrais e garantiram os ganhos do Dow Jones, que fechou em alta de 0,17%, aos 18.199,33 pontos. O lucro líquido da fabricante de aeronaves subiu a US$ 2,28 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ou US$ 3,60 por ação, superando o lucro de US$ 1,7 bilhão, ou US$ 2,47 por ação, de igual período do ano passado. Excluindo certos itens, a empresa teve lucro ajustado de US$ 3,51 por ação, acima da previsão de US$ 2,62 por ação dos analistas ouvidos pela Thomson Reuters.

Entre os demais balanços negativos, o lucro da Coca-Cola recuou para US$ 1,05 bilhão, ou US$ 0,24 por ação, no terceiro trimestre deste ano. Em igual período do ano passado, o lucro da companhia havia sido de US$ 1,45 bilhão, ou US$ 0,33 por ação. A receita da empresa teve queda de 6,9%, para US$ 10,63 bilhões, mas ficou acima da previsão dos analistas, de US$ 10,51 bilhões. A ação da companhia caiu 0,43%.

Os futuros do petróleo voltaram a recuar e fecharam no nível mais baixo em três semanas. De acordo com analistas, parece cada vez mais improvável que aconteça um corte na produção dos países da Opep. O mercado tem estado tão sensível a esta questão que nem mesmo uma queda de 553 mil barris nos estoques dos EUA na semana encerrada em 21 de outubro foi capaz de reverter o humor dos investidores. A previsão era de alta de 2,1 milhões.

Houve cautela também com a aproximação da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) - na próxima semana - e o início do período de silêncio dos dirigentes da instituição. Embora as apostas de um aumento de juros nos EUA em dezembro estejam altas (74,2%), indicadores mistos têm gerado incertezas. Ontem, o índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board caiu a 98,6 em outubro, na comparação com setembro, que teve o índice revisado de 104,1 para 103,5.

Na agenda de indicadores de hoje, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA subiu para 54,8 em outubro, de 52,3 em setembro, atingindo o nível mais rápido de crescimento desde novembro de 2015, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Markit Economics.

Já as vendas de moradias novas nos EUA subiram 3,1% em setembro ante agosto, para a taxa sazonalmente ajustada de 593 mil unidades, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda de 1,5%, com vendas de 600 mil moradias em setembro. O dado de agosto foi revisado para baixo, de 609 mil para 575 mil.(Com informações da Dow Jones Newswires)