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Bovespa cai 2,46% com 'risco Trump' e cautela com reunião do Fed

A Bovespa teve uma sessão de fortes correções nesta terça-feira, 1, terminando o dia em queda de 2,46%, aos 63.326,41 pontos. A pressão vendedora teve como fonte as incertezas do cenário norte-americano e foi potencializada pela proximidade do feriado brasileiro, amanhã. No início do pregão, as ações chegaram a ensaiar uma alta, mas logo cederam à realização de lucros diante do movimento de aversão ao risco que se instalou nos mercados globais.

A pesquisa nos Estados Unidos indicando um incômodo empate técnico entre o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton foi o principal fator de tensão. O desconforto com a possibilidade de vitória do polêmico Trump atingiu em cheio o mercado mexicano, que contaminou os demais emergentes, como o Brasil. A queda na Bovespa foi generalizada, com poucas ações escapando da correção. Nas sucessivas mínima registradas à tarde, o Ibovespa chegou a cair 2,94%, ameaçando perder os 63 mil pontos (mínima de 63.018,57).

Outro fator a incentivar as ordens de venda foi a reunião do Federal Reserve, que termina amanhã com a decisão de política monetária. Com a proximidade das eleições americanas, no dia 8, a expectativa é de manutenção das taxas básicas da economia local. Ainda assim, houve moderada preocupação com o evento, que conta ainda com a divulgação do comunicado do encontro, de onde poderão ser retiradas pistas sobre os próximos passos do Fed.

Os preços do petróleo voltaram a cair e também contribuíram para o mau humor dos mercados de renda variável. A queda é atribuída aos ruídos em torno da tentativa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de cortar a produção da commodity na próxima reunião de seus membros, no dia 30. Com o petróleo em novo dia de queda, as ações da Petrobras terminaram o dia com perdas de 3,81% (ON) e 4,69% (PN).

As ações da Vale, por outro lado, foram das poucas do Ibovespa que terminaram o dia em alta. Vale ON e PNA alternaram altas e baixas, mas definiram tendência de alta na última hora de negociação, fechando com ganhos de 1,00% e de 0,68%, respectivamente. Os papéis refletiram a alta de 0,9% do minério de ferro e a perspectiva positiva para o setor no mercado chinês.