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Bovespa perde mais 3,25% com aversão a risco após eleição de Trump

A repercussão da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos provocou a segunda sessão consecutiva de perdas na Bovespa. O temor dos efeitos globais de uma eventual política expansionista nos EUA gerou sobressaltos e o Índice Bovespa fechou em queda de 3,25%, aos 61.200,95 pontos nesta quinta-feira, 10. Ao longo do pregão, no entanto, o índice oscilou em um intervalo de nada menos que 3.350 pontos, entre a máxima de 63.903 pontos (+1,02%) e a mínima de 60.553 pontos (-4,28%).

Pela manhã, o mercado buscou acompanhar a melhora de humor do mercado americano, mas não tardou a ser contaminado pelo sentimento de aversão ao risco, que atingiu principalmente os mercados emergentes. Boa parte da pressão veio dos mercados de juros e de câmbio, onde taxas e dólar dispararam diante de ajustes de posições que levaram em conta a possibilidade de mudança nos fluxos globais. Isso porque uma política expansionista, com a qual Trump acena, levaria a um aumento de gastos públicos, maior inflação e mais juros nos EUA.

Com os contratos futuros de juros registrando altas de mais de 40 pontos-base e o dólar em alta de até 5% ao longo do dia, houve uma correção de rota na Bovespa, ainda mais forte que a observada na véspera. Algumas das quedas mais agressivas foram de ações de empresas com alto endividamento em dólar, como as da Gol (fora do Ibovespa), que despencaram 17,63%, levando com elas os papéis de sua controlada Smiles ON, quarta maior queda do Ibovespa, com -8,76%.

As ordens de venda se concentraram principalmente nas ações do setor financeiro e nos papéis da Petrobras, blue chips com potencial para influenciar o mercado como um todo. No caso dos bancos, pesou ainda o resultado trimestral do Bradesco, cujo lucro caiu 21,5% na comparação anual e foi considerado fraco. Bradesco ON e PN terminaram o dia com quedas de 6,25% e 8,92%, respectivamente. Banco do Brasil ON não ficou muito atrás e teve perda de 6,41%.

O grande contraponto do mercado de ações ficou novamente com as ações da Vale e das siderúrgicas. Com altas bastante expressivas, esses papéis evitaram uma queda mais forte na bolsa brasileira. As empresas surfam no bom desempenho das commodities metálicas. Hoje o minério de ferro subiu mais 4,5%, depois dos 4,7% da véspera. Vale ON subiu 7,48% e Vale PNA, 8,21%. CSN ON avançou 3,78%.