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Camargo Corrêa anuncia novo presidente do conselho

A Camargo Corrêa anunciou nesta segunda-feira, 31, o executivo Heinz-Peter Elstrodt, ex-McKinsey, como novo presidente do conselho de administração da holding da companhia no lugar de Vitor Hallack, que deixou o posto em agosto, depois de dez anos à frente do colegiado.

A chegada de Heinz, ex-presidente da consultoria McKinsey na América Latina, marca uma nova fase do grupo, que pretende virar a página após fechar um dos maiores acordos de leniência do País com o Ministério Público e com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no qual pagou R$ 804 milhões, por envolvimento na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobrás.

A construtora, fundada em 1939 por Sebastião Camargo, que deu início ao império da família, foi a primeira a admitir participação nos esquemas de cartel e propina na Petrobrás e no setor elétrico. O grupo também teve seu nome envolvido na Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009 e que investigou supostos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.

Mudança de rumo

Há pouco mais de um ano, a terceira geração da família está à frente de um amplo processo de reestruturação e nova governança do conglomerado, que migrou de um modelo de grupo empresarial para se tornar uma holding gestora de portfólio de empresas investidas. Além de Heinz, agora na presidência do conselho de administração, o colegiado é composto por três netos de Sebastião Camargo, pelos maridos de duas de suas netas e por um executivo de confiança da família.

No novo modelo desenhado pelos herdeiros, a holding vai administrar os ativos como investimentos e poderá se desfazer de operações que não considerar mais estratégicas aos negócios. O caso mais recente foi a venda da participação de 23% da Camargo na CPFL, que foi negociada para o grupo chinês State Grid, por R$ 5,85 bilhões.

No fim do ano passado, o conglomerado também se desfez da Alpargatas. O grupo vendeu por R$ 2,7 bilhões a dona da marca Havaianas para a holding J&F, da família Batista. Esses recursos deram um colchão de liquidez para a empresa, ajudando a abater parte de sua pesada dívida.

Na semana passada, o diretor de governança corporativa da Petrobrás, João Elek, afirmou que a estatal poderá reintegrar empresas que ficaram impedidas de negociar com a petroleira por causa das investigações de corrupção. Companhias que "fizeram a lição casa", como Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, podem ser reconsideradas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.