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Cenário externo pesa e Ibovespa fecha em queda de 1,93%

O mau humor exibido nesta quinta-feira, 9, pelas bolsas de Nova York foi implacável com a bolsa brasileira, que vem sendo enfraquecida por um movimento de saída de recursos externos. As divergências em torno da reforma tributária nos Estados Unidos provocaram fortes perdas às bolsas de Nova York, com reflexos diretos no mercado brasileiro. O Índice Bovespa fechou em queda de 1,93%, aos 73.930,69 pontos, depois de ter caído até 2,11%, no auge do nervosismo lá fora.

Nos EUA, pesaram as divergências dentro do Partido Republicano sobre o projeto de reforma tributária do presidente Donald Trump. À tarde, os mercados se estressaram com a notícia de que os senadores republicanos planejam atrasar um corte no imposto corporativo dos 35% atuais para 20% até 2019. A iniciativa contraria as intenções de Donald Trump, que defende um corte imediato no tributo.

Para William Castro Alves, diretor da Valor Gestora de Recursos, a queda do Ibovespa em sintonia com o cenário externo reflete ainda o recente movimento de correção nos mercados emergentes. Ele afirma ainda que a saída de recursos nas últimas semanas é um dos principais fatores de falta de sustentação das ações.

No acumulado de novembro até o dia 7 (5 pregões), o saldo líquido dos investimentos estrangeiros está negativo em R$ 1,777 bilhão, o que representa quase todo o montante que saiu da bolsa em outubro, de R$ 1,834 bilhão. Somente no dia 7 foram retirados R$ 962,555 milhões. O analista destaca que, na análise por múltiplos, o índice vinha operando em patamares elevados, o que já sugeria uma correção.

Com a queda desta quinta, o Ibovespa reduziu em boa parte os ganhos de 2,69% registrados na véspera, com a melhora de percepção dos investidores com a reforma da Previdência. Hoje o assunto continuou no foco dos investidores, mas a redução no volume de notícias manteve o mercado em compasso de espera dos próximos passos do governo. O presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, buscaram manter o tom da véspera, sinalizando para os esforços em torno da aprovação da reforma. Meirelles disse que a discussão sobre a Previdência "está em andamento" na Câmara e que o Congresso aprovará "a reforma que julgar adequada".

O pregão foi de quedas praticamente generalizadas. Petrobras ON e PN perderam 1,35% e 1,36%, respectivamente, mesmo com o petróleo operando em alta nos mercados de Nova York e Londres. O setor financeiro caiu em bloco, com destaque para Bradesco PN, que recuou 3,62%. Na contramão estiveram os papéis de papel e celulose, que subiram amparados na expectativa otimista para o setor. Fibria ON subiu 5,25%, enquanto Suzano PNA e Klabin units avançaram 5,18% e 2,26%.

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