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China relaxa regras para governos locais negociarem empréstimos inadimplentes

O governo da China atua para afrouxar restrições sobre a maneira como os governos locais repassam empréstimos inadimplentes, o que abre novos caminhos para acelerar a negociação deles. Por outro lado, as medidas não mostram como o país pretende lidar com um forte aumento nas dívidas corporativas inadimplentes.

Novas regras de reguladores bancários buscam ajudar a lidar com dívidas que agora representam quase três vezes o tamanho da economia do país e que, segundo alguns analistas, ameaçam prejudicar a estabilidade econômica no longo prazo. Alarmados pelo crescimento anual de dois dígitos nos empréstimos inadimplentes entre as companhias estatais, os reguladores definiram políticas para ajudar as companhias a lidar com isso e pressionar os bancos a perdoar dívida ao aceitar ações como contrapartida.

Pelas novas regras, os governos provinciais poderão estabelecer companhias para o gerenciamento de empréstimos inadimplentes de maneira mais local, além de expandir o alcance geográfico de certas firmas na negociação de pacotes de empréstimos inadimplentes.

As novas regras revisam uma regulação de 2012 que limitava as entidades que gerenciavam empréstimos inadimplentes locais a uma por província. Os bancos chineses, em grande medida estatais, em geral têm de recorrer a companhias de gerenciamento de ativos para retirar dívidas de seus registros, um montante estimado no fim do primeiro semestre deste ano em 1,4 trilhão de yuans (US$ 207 bilhões). Mesmo as trocas de dívidas por ações oficialmente autorizadas neste mês especificam que, a menos que outra permissão seja dada, os bancos comerciais terão de negociar esses acordos com companhias por meio das entidades que gerenciam os empréstimos inadimplentes.

Analistas temem que a proliferação de companhias locais que lidam com empréstimos inadimplentes possa piorar a transparência já não muito grande pela qual a China reconhece esse tipo de empréstimo. Alguns gerentes de ativos privados reclamaram no passado da falta de transparência na formação de preços em negociações de dívidas inadimplentes. Fonte: Dow Jones Newswires.