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Com bandeira amarela e reajuste negativo, Light prevê queda de 9% nas tarifas

O consumidor residencial atendido pela distribuidora de energia Light deve sentir uma redução de 9% em sua conta de luz a partir deste mês. Embora a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenha aprovado uma queda de 12% nas tarifas da companhia, o acionamento da bandeira amarela tem impacto de alta de 3% nas tarifas, disse a presidente da empresa, Ana Marta Horta Veloso. Considerando os efeitos negativos (-12%) e os positivos (3%), o resultado é de uma baixa de 9%, explicou.

A presidente da Light disse que a redução da tarifa aprovada nesta terça-feira, 1, pela Aneel é um boa notícia para a empresa. Ela explicou que a diminuição está ligada à queda no custo de compra de energia produzida pela usina de Itaipu e por termelétricas. "Teremos um verão com tarifas mais baixas, o que se traduz em um menor incentivo para furtos de energia e inadimplência", afirmou.

De acordo com ela, a revisão tarifária da companhia deve ser concluída no primeiro trimestre de 2017. Embora sua concessão não tenha vencido no ano passado, a Light optou por assinar um termo aditivo com a Aneel, segundo o qual concorda em seguir as regras aprovadas pelo governo para prorrogar os contratos de outras distribuidoras, que impõem critérios de qualidade e de equilíbrio econômico-financeiro. "Fizemos uma avaliação de que o aditivo é muito bom para a empresa e estamos confortáveis em aderir", disse.

Para a Light, a revisão tarifária ocorreria em novembro de 2018. Com a assinatura do termo aditivo, o processo deve ocorrer no começo do ano que vem. A presidente não quis antecipar números, mas disse que a tendência é de uma pequena alta. Com a revisão, a Light pretende também mudar a data de seu reajuste ordinário anual de novembro para fevereiro.