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Consumo no Paraná crescerá 9%, prevê empresa especialista em mercado

(Foto: Marcelo Camargo/ABr) - Consumo no Paraná crescerá 9%, prevê empresa especialista em mercado
(Foto: Marcelo Camargo/ABr)

O consumo de bens e serviços no Paraná deverá somar R$ 268,8 bilhões em 2017, o que significa um aumento de 9% sobre o valor de 2016. Desse total, 65% serão gastos em cidades do Interior do Estado. Os dados são do estudo IPC Maps, realizado pela IPC Marketing Editora, empresa paulista especializada em informações de mercado. O cálculo toma como base dados coletados junto ao IBGE e indicadores dos Estados.

O aumento previsto para 2017 se dá após dois anos de retração. A estimativa para este ano já leva em consideração o atual cenário de retração econômica do País. Mesmo assim, a previsão é que o consumo no Paraná cresça mais que a média brasileira. O IPC Maps aponta que os brasileiros deverão consumir R$ 4,2 trilhões nesse ano - 7,7% mais do que em 2016. Se descontada a estimativa de uma inflação de 4,36% medida pelo IPCA, o crescimento real será de 0,42%. No Paraná, esse avanço, nessa proporção, será de 0,90%. 

“O Paraná tem uma base agrícola e industrial forte, o que faz com que o impacto da crise seja um pouco menor aqui. De maneira geral, isso ocorre em toda a região Sul. Apesar da retração da economia, do aumento do desemprego e do fechamento de empresas, os Estados da região têm sentido um pouco menos os seus efeitos”, diz Marcos Pazzini, coordenador do estudo.

Nacional

Dos R$ 4,2 trilhões em potencial de consumo no Brasil, a região Sudeste deve responder pela maior fatia (48,78%), seguida pelo Nordeste (18,84%), Sul (17,94%), Centro Oeste (8,51%) e Norte (5,93%).

O Paraná tem o quinto maior potencial de consumo do País, atrás de São Paulo (R$ 1,15 trilhão), Minas Gerais (429,1 bilhões), Rio de Janeiro (386,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (285,6 bilhões). 

Cidades

Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa ocupam as primeiras cinco posições no ranking de consumo no Estado. Em relação ao ano passado, no entanto, ocorreram algumas mudanças. Cascavel, por exemplo, superou Ponta Grossa e assumiu a quarta posição. Toledo passou de 11ª para 9ª posição e Apucarana, da 14ª para 11ª colocação.

O Paraná tem três cidades na lista dos 50 municípios com maior potencial de consumo do País: Curitiba, na 6ª posição, Londrina (36ª ) e Maringá (41ª ). O grupo de 50 municípios vai responder, em 2017, por 40,25% do consumo dos brasileiros, com R$ 1,69 trilhão.

Interior

O aumento do consumo no Interior do Paraná ganhou força nos últimos anos, embalado pelo atual ciclo de investimentos atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo e pela força do agronegócio. Em 2010, os municípios fora da Região Metropolitana de Curitiba tinham uma participação de 58,7% do consumo total no Estado. Em 2015, essa participação chegou a 64%, no ano seguinte avançou um pouco mais, para 65%, taxa mantida em 2017. 

Manutenção do lar tem maior parcela nos gastos

Dos gastos das famílias paranaenses previstos para 2017, as maiores parcelas são destinadas à manutenção do lar (alugueis, condomínio, energia, telefonia e televisão por assinatura), com 25,4% do total. Em segundo lugar vêm despesas como aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, empregados domésticos, cabeleireiros e lavanderias, com 20,5%.

Alimentação no domicílio fica em terceiro lugar, com 10,9%, e material de construção em quarto, com 7,5%. Na sequência vêm gastos com veículo próprio, com 5,6%; alimentação fora do domicílio (4,1%), gastos com medicamentos (3,6%) e vestuário (3,2%). 

Do total de consumo paranaense em 2017, a classe A responderá por 12,5% do total, a classe B (45,6%), a C (34,5%) e as classes D/E (7,4%).

Colaboração Agência de Notícias do Paraná