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Dados recentes reforçam pessimismo para emprego até 2º tri de 2017, diz FGV

(Foto: Divulgação) - Dados recentes reforçam pessimismo para emprego até 2º tri de 2017
(Foto: Divulgação)

Os dados recentes do mercado de trabalho reforçam o cenário de pessimismo para o emprego até o segundo trimestre de 2017, quando finalmente a taxa de desocupação deve começar a se estabilizar. A avaliação é do pesquisador do Centro de Pesquisa Econômica Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) Tiago Barreira.

Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta terça-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego atingiu patamar recorde no terceiro trimestre em 19 unidades da federação. Em São Paulo, a taxa de desocupação alcançou 12,8%, acima da média nacional de 11,8%.

"Vemos perspectiva de piora do desemprego até o primeiro trimestre do ano que vem. A taxa de desocupação começa a ficar estável no segundo trimestre, e no terceiro trimestre começamos a ter queda no desemprego", previu Barreira.

No caso de São Paulo, o patamar recorde de desemprego tem relação com as dispensas de trabalhadores da indústria e do setor de serviços, estimou o pesquisador. "É uma região com uma concentração grande de indústria e do setor de serviços. O mercado de trabalho fica mais exposto à queda na atividade. Santa Catarina, por exemplo, é mais dependente de exportações e do agronegócio, então a taxa de desemprego é mais baixa (6,4%)", apontou Barreira.

Em relação ao terceiro trimestre de 2015, todos os Estados brasileiros registraram aumento na taxa de desemprego este ano. "Não teve nenhum Estado que fosse um ponto fora da curva. Todos apresentaram aumento no desemprego e redução do nível de ocupação", disse o pesquisador do Ibre/FGV.